Aparência alemão

Quando pessoas desse grupo falam o idioma alemão com sotaque, a parcela chega a 59%. As pessoas que mais percebem discriminação na Alemanha são as com raízes turcas, segundo o estudo. Tradução de 'aparência' e muitas outras traduções em alemão no dicionário de português-alemão. bab.la arrow_drop_down bab.la - Online dictionaries, vocabulary, conjugation, grammar Toggle navigation Deutsch-Portugiesisch-Übersetzung für: aparência ... (Dicionário Alemão-Português) basiert auf der Idee der freien Weitergabe von Wissen. Mehr dazu Links auf dieses Wörterbuch oder einzelne Übersetzungen sind herzlich willkommen! Fragen und Antworten. Aqui a tradução português-alemão do Dicionário Online PONS para aparência! Grátis: Treinador de vocábulos, tabelas de conjugação, pronúncia. Diego Alemão, ex-BBB, surge após anos e aparência inacreditável chama atenção: “Thor” (Foto: Reprodução) O ganhador do BBB 7, Diego Alemão foi flagrado no último dia do Rock in Rio e sua aparência chamou bastante a atenção. O dogue alemão é a raça de cães mais alta do mundo, alguns consideram o irish wolfhound (ou galgo irlandês) o maior, mas segundo o Guinness World Records, o maior cão do mundo é um dogue alemão que mediu aproximadamente 110 cm (1,10 m) de altura até à cernelha, ao menos 2,20 m de comprimento e pesou 111 kg, seu nome é “Giant” George. O dogue alemão é o mais alto ou pelo menos ...

Ultradimension Games #5 - Mary Skelter: Nightmares

2020.07.25 04:25 YatoToshiro Ultradimension Games #5 - Mary Skelter: Nightmares


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Alice: Alice é membro das Blood Maidens. Nascida como uma Blood Maiden, Alice era capaz de matar Marchens com apenas as mãos nuas em tenra idade. Devido a essa habilidade e ao fato de seus olhos mudarem de cor quando ela é exposta ao sangue de Marchen, ela foi rotulada como um monstro e foi temida e abusada por seus colegas. Depois que Jack a protegeu de seus atormentadores, Alice formou um forte apego a ele. Quando Marchens atacou sua vila, Alice e Jack foram capturados e presos na área das ruas da cidade na cadeia.
Bom ela é a Protagonista do jogo então falar dela é spoiler.
Red Riding Hood Red Riding Hood é o primeiro e líder das Blood Maidens.
Ela é uma garota de sangue quente que corre pela prisão para cumprir sua missão, como demonstrado quando ela sai para salvar Alice. Devido ao seu comportamento ardente, porém imprudente, as pessoas ao seu redor às vezes entram em pânico.
Ela gosta de Jack por ter a coragem de enfrentar os habitantes de Jail e gosta de ter alguém para manipular.
Sua libido de sangue a inclina a usar algo sobre a cabeça. Ela se sente desconfortável com a ideia de que seu capuz seja rasgado ou arranhado e, se precisar removê-lo por razões como limpeza, sua frente confiante se deteriorará rapidamente.
Gretel: Uma jovem curiosa, mas o que não lhe interessa, encontra falta de emoção. Ela tem o hábito de falar sem visões morais.
Ela parece ter interesse em Jack, vendo-o como uma pessoa de boa índole. Por não ter bom senso, ela diz coisas que fazem até as Donzelas de Sangue se encolherem, mas ela parece bem com isso, e pode até gostar das reações deles.
Relacionamentos: Hansel: Hansel é seu irmão e o protetor de sua casa na área do dormitório. Embora ela não seja excessivamente expressiva do relacionamento deles, ela se sente genuinamente triste com a morte dele, a ponto de quase entrar no Blood Skelter.
Jack: Jack é um indivíduo incomumente gentil. Isso interessa a Gretel, pois ele relutou em lutar com Hansel com a revelação de seu relacionamento e a inteligência de Hansel. Ele também é um bom sujeito de teste sempre que ela tem uma poção ou experimento.
Alice: Enquanto Gretel vê Alice como uma camarada em "perceber o mundo com lógica" em oposição ao resto do "pensamento baseado em emoções" da Equipe Sangrenta, os dois frequentemente discutem, principalmente quando os valores de Gretel se chocam com o senso comum da sociedade.
Rapunzel: Rapunzel é frequentemente visto com algum tipo de comida, mas Gretel sempre parece seguir sempre que o primeiro tem doces de qualquer tipo. Gretel tem o hábito de encarar Rapunzel para forçá-la a comer doces.
Sleeping Beauty: A Sleeping Beauty é um membro das Blood Maidens, a irmã mais nova de Thumbelina e Snow White e aquele com o comportamento mais embaraçoso. Mais frequentemente, suas ações e comportamentos sem objetivo confundem Jack sem fim. Apesar disso, ela oferece a mão (e a extensão, os seios) a Jack quando ele precisa de ajuda. Ela raramente fala com palavras, freqüentemente balançando ou acenando com a cabeça em resposta ao que os outros dizem. No entanto, quando ela fala, sua voz soa sonolenta.
Snow White: É um membro das Blood Maidens e a irmã do meio de Thumbelina e Sleeping Beauty. Ela é uma pessoa gentil, tratando frequentemente as pessoas ao seu redor com a maior compaixão e cuidado. Ela fala com Jack - que geralmente está preocupado com as outras garotas - de uma maneira gentil e tenta ajudá-lo a realizar suas tarefas. No entanto, devido à sua natureza desajeitada, as coisas nem sempre correm como o planejado.
Por alguma razão, seja por sua falta de autoconfiança ou por causa e efeitos, ela tem medo de se olhar no espelho.
Thumbelina Thumbelina é membro das Blood Maidens e a irmã mais velha de Sleeping Beauty e Snow White. Ela se orgulha de ser a mais velha do grupo, muitas vezes sendo rigorosa com Jack e repreendendo-o. Mesmo nos momentos em que Jack realiza uma tarefa ou faz algo meritório, ela não pode elogiá-lo, o que faz com que ela pareça tímida às vezes.
Thumbelina pode ser melhor descrita como uma "tsundere", ou alguém que tende a se movimentar entre uma frente hostil e uma gentil, principalmente no que diz respeito a expressar qualquer tipo de sentimentos afetuosos.
Sua libido no sangue se manifesta como uma inclinação para se enroscar em um espaço pequeno por várias razões, do mal ao medo. Geralmente o primeiro, como sua personalidade tsundere resulta em ela ser incapaz de expressar seus sentimentos ou até mesmo colocar o pé na boca.
Relacionamentos Sleeping Beauty e Snow White: Como a mais velha das irmãs, Thumbelina se sente obrigada a mostrar seu melhor exemplo para que elas e todos os outros vejam.
Red Riding Hood: Embora a RRH possa ter a antiguidade como uma Blood Maiden do Amanhecer, Thumbelina se orgulha de ser a mais velha cronologicamente. Embora ela não se importe com a RRH por ser a irmã mais velha da Equipe de Sangue ou algo assim, ela não vai segurar a língua de alguém com antiguidade.
Jack: Como o único homem da equipe de sangue e um ativo valioso para evitar Blood Skelter, apesar de sua falta de capacidade de combate, Thumbelina tem alguns sentimentos confusos em relação a ter Jack por perto. A maior parte disso decorre de como Jack sempre parece entrar nas situações mais embaraçosas com as outras Donzelas de Sangue, embora ela fique particularmente irritada quando são suas irmãs que acabam nesse momento.
Rapunzel: Rapunzel é o membro mais jovem das Blood Maidens e é conhecida por suas longas tranças loiras. Ao encontrar Jack, ela assume que ele é a ração de emergência do grupo e passa a roê-lo. Apesar disso, Jack passa a cuidar dela e brincar com ela, fortalecendo ainda mais o vínculo deles.
O lugar favorito de Rapunzel para dormir é no peito da Bela Adormecida, com quem ela costuma ser vista dormindo.
Kaguya: Kaguya é um membro das Blood Maidens e é conhecida por sua atitude preguiçosa. Devido à sua personalidade letárgica, ela constantemente se esconde no quarto. Ela também monta um grande veículo chamado "Bamboo No.1" como um meio de se mover e lutar. Apesar disso, ela mal move seu próprio corpo e não luta até que suas demandas sejam atendidas.
Ela é magra por ser uma pessoa que não faz nada, mas suas roupas escondem uma figura significativamente dotada, para grande desgosto de garotas como Alice e Thumbelina.
Apesar de seu comportamento preguiçoso, ela pode - ou não - ter a capacidade de liberar o "Truant Seven Tools" de sua saia.
Sua imensa preguiça e fixação em tesouros é provavelmente o resultado de sua libido no sangue.
Jack: Jack é o principal protagonista de Mary Skelter: Nightmares. Ele é um Blood Youth, capaz de utilizar seu sangue para reverter os efeitos do sangue de Marchen nas Blood Maidens.
Jack é gentil, mas tímido, quase um capacho quando se trata de interações como as de Kaguya ou Thumbelina. Ele é propenso a crises de autodepreciação devido à sua falta de capacidade de contribuir para os esforços de Dawn. Há momentos em que ele se sente exasperado ou até um pouco irritado, principalmente quando se envolve em discussões entre as Donzelas de Sangue.
A libido de sangue de Jack se manifesta como um desejo de escalar lugares altos, o que no jogo se torna um desejo de subir a cadeia. Comparado com as outras Donzelas, essa Libido de Sangue não afeta abertamente a personalidade de Jack.
O comportamento prestativo e gentil de Jack permanece até como um pesadelo, embora isso seja parcialmente frustrado por sua aparência e seu discurso agora diminuído. Isso parece estar em desacordo com a sua natureza como um pesadelo, onde toda batalha é uma luta para Jack evitar atacar tudo. Enquanto as outras Donzelas de Sangue e personagens podem entender parcialmente seus murmúrios, apenas Otsuu parece ser capaz de entender o contexto completo do que Jack tenta dizer.
Jack parece ter se tornado um pouco confuso desde que se tornou um Pesadelo, ocasionalmente saindo da festa para pegar itens aleatórios, embora isso às vezes resulte em presentes que as Donzelas de Sangue desfrutam.
Relacionamentos: Alice: Após a infância e prisão em comum, Alice passou a ver Jack como mais ou menos o único motivo para continuar vivendo, quanto mais lutar por Dawn. Ela mostra uma tendência a se defender imediatamente quando os outros o atacam por várias ocorrências, exceto quando ela se envolve em uma discussão e Jack passa. Então ela insiste que Jack fique do lado dela da questão. Se Jack for ferido ou sequestrado, Alice será a primeira a ajudá-lo, para o bem e para o mal.
Red Riding Hood: Ela vê Jack como um irmão mais novo com algumas tripas sérias para desafiá-lo na Cadeia, embora ela acredite que ele tem o hábito de se meter em problemas.
Thumbelina: As relações de Thumbelina com Jack são um pouco complicadas, dado o grande número de vezes que ela testemunhou Jack no que pode ser descrito como eventos de "tarado sortudo" e sua propensão a (inadvertidamente) seduzir garotas. Ela admite que Jack tem seus momentos confiáveis.
Kaguya: Kaguya é inicialmente neutra para Jack, na melhor das hipóteses, dada sua falta de inclinação em relação a qualquer tipo de esforço ou interação social. Mais tarde, ele evolui (?) Para Kaguya vendo Jack como uma espécie de criado de plantão.
Gretel: Gretel vê Jack como um garoto extraordinariamente gentil, dada sua relutância em lutar contra Hansel. Ele também é um bom sujeito de teste sempre que ela tem uma hipótese ou poção para experimentar.
Rapunzel: Como a pessoa que alimenta seus doces, Rapunzel vê Jack como uma boa pessoa que lhe dá comida saborosa.
Hameln: Como a pessoa preciosa de sua "senhora" Alice, Hameln vê Jack como alguém que precisa de proteção.
Hameln: Hameln é impetuosa e barulhenta, referindo-se a si mesma como o Rei Demônio, embora seu insulto ocasionalmente atrapalhe suas palavras. Por alguma razão, ela se apega a Alice, chamando-a de "senhora" e cumprindo suas palavras com obediência gaguejante.
Hameln é mais ou menos um "personagem secreto", mas ela é obrigada a obter o True Ending para este jogo. Primeiro, Jack precisa fazer o Mary Gun Reverser, dando um motor hidráulico chique a Haru. Este evento está disponível apenas quando todas as Donzelas de Sangue baseadas no enredo tiverem sido recrutadas. Em seguida, o jogador deve ir a um ponto do evento que aparece na Área 3 das Ruas da Cidade. Isso leva à área da Caverna Subterrânea.
Ao entrar na caverna subterrânea, Hameln fica na entrada, sem vontade de sair do caminho. A festa percebe seus olhos rosados e tenta diplomacia, mas ela permanece calada e ataca. Depois de derrotá-la, Hameln não acredita na sua perda antes de se apresentar. Um breve argumento segue antes que Hameln se acalme rapidamente, depois responde às perguntas da festa dizendo que não há núcleos ou Pesadelos aqui. Gretel leva um momento para mexer com Hameln antes de ser parado por Alice. Hameln então declara que se tornará amiga de todos por uma questão de proteger Alice e se junta à festa.
_________________________________________________________ Curiosidades: Apesar disso ser OBVIO vou falar agora as referencias das personagens. Jack = João e o Pé de Feijão. Alice = Alice no País das Maravilhas Red Riding Hood = Chapeuzinho Vermelho Sleeping Beauty = Bela Dormecida Snow White = Branca de Neve Thumbelina = A Polegarzinha Gretel = Maria. No Brasil = João e Maria. Alemanha = Hansel und Gretel A versão Original de João e Maria.
Kaguya = Princesa Kaguya em Conto do Cortador de Bambu. Uma narrativa popular japonesa do século X,
Hameln = Hamelin (em alemão: Hameln) é uma cidade da Alemanha no estado de Baixa Saxônia (Niedersachsen), capital do distrito de Hamelin-Pyrmont. Hamelin é cortada pelo rio Weser e localiza-se na região de colinas (Weserbergland) muito procurada por turistas andarilhos e ciclistas
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2020.06.28 23:21 MAD-PT [AMA] Após quatro anos nos arredores de Zurich, acabei de sair da Suíça.

Boas pessoal,
Visto que já fiz vários comentários sobre a minha estadia na Suíça e tive várias pessoas a enviarem-me mensagens com várias perguntas, decidi criar um AMA (Ask Me Anything) / Pergunte-me Qualquer Coisa.
Muito do que vou escrever já escrevi noutros posts/mensagens e é com base na minha ou na experiência de pessoas conhecidas/amigas. Acredito que nem toda a gente tenha passado pelo mesmo que eu passei por isso convido a todos os que vivem / já viveram na Suíça a partilharem a vossa experiência e darem os vossos conselhos.
Espero que isto ajude a todos os que estejam a ponderar mudar-se para a Suíça e aos que chegaram há pouco tempo. Estejam à vontade para perguntar o que quiserem.
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Pequena intro:

Despesas:

Troques e dicas:

Como é viver na Suíça:

Coisas que me aconteceram (e a conhecidos meus):
TL;DR;
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2020.06.06 07:52 Anoymous_Un4 A História NeoNazista e como eu impedi um massacre

Bom dia/tarde/noite Luba e Turma, não vou enrolar porque meu assunto é muito complicado e estou com muita vontade de falar isso pra todos, apesar de poder me ferrar um dia, por isso o perfil "anonymous" (não faço parte da legião, roubei apenas o nome por questão de segurança) eu vou contar e provavelmente será a minha última vez nesse sub Reddit por questões legais e eu desejo a minha sorte pra que isso não me de problemas futuros. se for ler isso, leia com paciência pra nao entender nada errado. peço que por favor não me leve a mal e não entenda errado, enfim. vamos a história: sou um adolescente, e essa história aconteceu a um tempo atrás, sou de uma escola rigorosa e legalmente "certinha", eu era novato e logo no primeiro dia de aula eu ja fiz muitas amizades, mas só uma importa, o nome dele era "Carls". desde o começo eu achava ele muito estranho e um pouco perturbado, mas nós éramos novatos e tava tudo de boa um achar o outro estranho. mas ao longo dos dias ele começou a ficar muito estranho, principalmente dps de um ocorrido. Eu sou fascinado por história e sei de cór os maiores acontecimentos da humanidade, principalmente a Segunda guerra mundial, e por isso eu tinha muito sobre o que falar de nazismo (apesar de não concordar com nada nazista, eu conheço da história) e por isso eu tinha muito meme sobre a história nazista no meu celular, um dia esse menino pegou meu celular e ficou fascinado com aquilo e achou que brincar sobre o nazismo era legal. enfim, na segunda semana de aula algumas garotas começaram a brincar sobre política na sala de aula, e o Carls teve a brilhante ideia de se intitular um Fascista, ngm curtiu a ideia, ngm achou graça e do nada de dentro dele surgiu uma vontade de falar sobre o nazismo, e por isso se rotulou um NAZISTA na sala de aula na frente de todos. a história se espalhou, obviamente pq era um negócio sério. enfim alguns dias dps no twitter, falaram desse menino lá... e aí começa a merda mesmo eu sou um adolescente que é muito fácil de ser reconhecido, a escola inteira me conhece e modéstia a parte, eu sou muito bonito e fácil de reconhecer. por isso, como eu andava com Carls, eu estava meio que metido na história. enfim, teve uma vez que o Carls olhou pra uma menina e começou a zuar com a cara dela "xingando" ela de feminista e comunista e a menina ficou muito MUITO pistola, e chamou os gados dela pra defender ela, entraram na sala com o maior escândalo pra interrogar o Carls. e adivinha?? sobrou pra mim. eu era amigo dele, coube a mim a explicar a situação, só que eu tava com o controle na mão até q o Carls mandou geral tomar no c* e se escondeu. eu consegui acalmar as meninas mas infelizmente meu nome já tava sujo, e nesse mesmo dia uma menina que estava na confusão teve a ideia de criar um evento no twitter com todos da escola pra bater nesse menino. no dia seguinte a gente tava de boa andando no intervalo e literalmente a escola inteira tava em cima da gente, deram um puta sermão em nós (principalmente pq a maioria da escola é negra, homossexuais e etc) e eu controlei a situação até o Carls pedir desculpa pra escola inteira (felizmente ngm apanhou). ele pediu mas não foi o suficiente. dps do intervalo veio um moleque barbado de fora e entrou na sala de aula e ameaçou de morte o Carls, e nós não podíamos fazer absolutamente nada, só podia ficar quieto no canto e tudo bem. dps disso fizeram corredor polonês na porta da sala. não podíamos sair da nossa própria sala de aula. e o Carls endoidou, ele começou a estudar sobre o nazismo e o que era uma brincadeira pra chamar atenção virou verdade! o menino virou NeoNazista e literalmente inventou uma espécie de tese dizendo que Hitler estava certo, eu já fiquei puto pq aquilo já tava passando dos limites, já deu uma grande confusão no nosso primeiro mês de aula e o menino ainda insistia naquilo!!!!!! e Luba, não parece ser verdade isso mas cara ainda vem o pior. O Hitler Jr. vulgo Carls, além de falar disso começou a falar coisas mais pesadas ainda, como zoar religião, atrapalhar alunos na aula, xingar professores nas costas, inventar histórias mentirosas, e pior, começou a ameaçar a cometer suicidio, mas antes disso ele jurou pela alma dele que antes de se matar ele iria levar mais pessoas com ele. começou a dizer que era a favor de tortura (eu tenho prints!! mas por questões legais eu não posso disponibilizar) começou a dizer que matar era legal, quis tentar me empurrar da escada, falava que ele teria coragem de matar e só precisava da arma, dps ele quis proteger vários ideiais fascistas como censura, porte de armas, tortura, enforcamento em lugares públicos. dps começou a fazer saudações nazistas e gritar "heil fürher" no meio da escola... logo dps disso, eu avisei meu pai sobre tudo isso, e meu pai mandou eu ficar longe desse menino e ficar quieto que uma hora ele ia parar, que era só "drama de adolescente" eu tentei me afastar, e nessa hora meu nome já tava sujo como o Nazista junto com o NeoNazista. e como eu fui o único que aturou ele na escola, ele começou a me perseguir, onde eu ia ele ia atrás mesmo eu falando na cara dele que não queria ele perto de mim, dps começou a ameaçar pessoas perto de mim e tentar me machucar ou me ofender, zoando minha religião e crenças. dps de um longo tempo de sofrimento, de ameaças e tentativas de ele me machucar e várias saudações a Hitler dps a merda da direção chama a gente na escola. e sabe como eles nos descobriram?? pela minha aparência. que chama muita atenção e por isso era fácil de saber quem era, era só falar "a o fulano que tem tal coisa tal coisa é nazista", enfim, ficamos mais de 1 hora pra explicar a situação e eu tentei me livrar do meio, e dps o diretor explica pra gente que isso que a gente tava fazendo era um crime, que daria 5 anos de cadeia eu tava tremendo de medo, quase chorando na frente do diretor pq eu não era nada disso!! eu tava sendo acusado de fazer apologia ao nazismo por ter meme sobre e "andar" com um NeoNazista. enfim, e ele sem forçar nada, o diretor nem obrigou nem se esforçou pra ele falar, ele foi e admitiu que gostava do nazismo e que era legal. o diretor ficou muito surpreso e na hora chamaram meus pais e os pais dele, mas antes me chamou primeiro pq viu que eu tava sendo sincero que eu não tinha nada q ver com o assunto. ele conversou com meu pai no whatsapp e eu fui com ele no mesmo dia na escola conversar sobre, e ficamos 3 horas lá dentro arrumando tudo. mas aí piora meu pai ficou pistola pela escola não ter uma segurança boa e não ter visto a confusão acontecendo antes quando tava na raiz do problema, e aí ele começou a ameaçar a processar a escola, e começou a xingar o diretor e perdeu a cabeça lá dentro dizendo que ia mandar demolir a escola (digamos que... meu pai tenha um certo poder na sociedade... ele pode realmente fazer isso) e nesse momento que a escola resolveu agir pq viu que meu pai tava certo, e aí eu tive que reconhecer o rosto de todo mundo que começou a confusão que queria bater no Carls e tbm quem ameaçou matar ele e etc. e dps disso eu falei pro diretor o que Carls falava sobre cometer suicidio, mas antes um massacre, contei tudo, dedurei o moleque pelo bem da escola. o diretor começou a tremer de raiva pq ngm da escola viu aquilo antes, e aí ele pediu pra eu ir no twitter, mostrar o que aconteceu mostrar os memes nazistas, mostrar as conversas, eu Tive que tirar print e mandar pra ele. enfim eu falei tudo o que ele precisava ouvir. totalmente em anonimato, ele não falou que era eu (outro motivo por eu ser anônimo aqui) enfim. dias dps eu ouvi o diretor conversando com todos os professores sobre, e todos estavam muito estressados por aquilo tá acontecendo, a gente literalmente mudou a carga horária de uma escola, isso é praticamente impossível e eu tinha 15 anos na época!!!!! começaram a ter reuniões todo santo dia, inclusive com advogados e etc. enfim. dps daquele dia o diretor enviou uma ordem jurídica pra ele ficar não sei quantos metros de distância de mim, pq ele tava denegrindo a minha imagem lá dentro além dele ser uma ameaça pra mim. meu pai continua querendo processar a escola. e eu tive que abrir queixa contra ele e livrei meu nome de nazista (legalmente falando. pros alunos eu ainda sou um nazista de merda). felizmente não sei o que aconteceu com o Carls só sei que a escola disponibilizou terapia pra gente todos os dias. a ordem jurídica ainda tá em pé e provavelmente ele vai ser expulso e mandado pra algum lugar pq ele literalmente cometeu 6 crimes (apologia ao nazismo, racismo, homofobia, além tbm de ser misógino, difamação, tentativa de homicídio, ameaça de tentativa de assassinato em massa) felizmente eu avisei antes de acontecer algo sério porém eu ainda corro risco de ser morto por dedurar o Carls, ele é um psicopata, não sei o que ele pode fazer. e tbm não posso dizer mais detalhes (sim tem mais coisa) pq se não eu literalmente posso me ferrar judicialmente ;;-; graças a Deus não aconteceu nada comigo e nada com nenhum colega escolar ele tá proibido de encostar em mim, pq se não a polícia federal entra no meio ;-; o mais difícil agora vai ser limpar pros alunos o meu título de nazista Veja pelo lado bom, eu evitei a morte de pessoas ;-; mas isso pode custar minha vida. e a KKK além disso eu ganhei terapia de graça e um curso de alemão KKK (sim, a coordenadora me deu um curso de alemão, achei genial) enfim luba espero que tenha entendido, a muito tempo eu quis falar isso a público porém eu não podia, isso é muito estranho pq aconteceu no primeiro semestre de aula de um garoto de 15 anos e até hj eu estou no caso, tenho ajuda psicologica pra aguentar todas as ameaças e tudo o que aconteceu. isso eu queria que fosse fic, mas infelizmente não é. muito obrigado tbm por ser uma válvula de escape, e me sinto bem em falar (mesmo que em anonimo) pq eu estou raumatizado, ouvir alguém me chamar de nazista me faz ter crises pesadas até porque, eu não disse antes ;-; mas eu sou descendente de judeu...
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2019.10.13 05:00 altovaliriano [PERSONAGENS] Arianne Martell

Em O Festim dos Corvos, Arianne Martell é desde logo apresentada como uma jogadora que está disposta a assumir grandes riscos. No segundo capítulo de núcleo dornês da saga, já vimos o evidente contraste entre a cautela de seu pai e seu comportamento arrojado.
Porém, os planos de Arianne se mostram fúteis diante da capilarização do poder de Doran. O Príncipe mostra ser um jogador experiente: ele chega antes, com mais homens, faz bom uso do elemento surpresa e não deixa muito para o acaso (apesar de que o que deixou ao acaso quase custou a vida de Myrcella, como ele admite). Doran sabe como quebrar Arianne, enquanto adversária. Mas nunca soube como compreendê-la como filha, tampouco lhe dar utilidade como aliada. E este desconcerto quase leva Dorne a uma guerra simultaneamente interna e externa.
Contando com os capítulos liberados de Ventos do Inverno, Arianne só aparece em 7 capítulos, dos quais é POV em apenas 4. Muito pouco para se esperar que haja material para traçar paralelos com personalidade históricas do mundo real. Contudo, há elementos para comparar sua jornada a fábulas de nosso mundo e a personalidades da história do mundo dela.
Para tanto, vamos examinar sua condição humana, seu despertar para a maturidade e seu futuro.
ARIANNE, O ANIMAL HUMANO
Pouco realmente se sabe sobre a infância de Arianne. A lembrança mais antiga da filha de Doran e Mellario remete ao tempo em que era uma criança rechonchuda e de peito liso e rezava aos deuses para ser bela quando crescesse (TWOW, Arianne I). Essa memória revela o quão significativo para Arianne era a beleza, algo que mais tarde viria a se tornar sua ferramenta mais amplamente explorada.
Fora isso, sabemos apenas detalhes vagos, como que ela tinha uma boa relação com Doran ("A garotinha que costumava correr para mim quando esfolava o joelho") e passou muitos anos da infância nos Jardins de Água. Contudo, uma vez que o relacionamento de seus pais deve ao menos ter tido um início auspicioso, Arianne provavelmente foi a única filha a presenciar os bons anos de relacionamento entre Doran e Mellario.
Não sabemos ao cero quando os problemas começaram, mas sabemos que eles atingiram um pico quando Quentyn foi usado como moeda de troca com os Yronwood pelos problemas que Oberyn havia causado. Também não sabemos quando isso aconteceu, mas, uma vez que Quentyn nasceu em 281 e sua partida se deu quando ele era "muito jovem", não deve ter ocorrido quando Arianne tinha mais de 10 anos de idade (ou seja, no máximo, 286 dC) e, segundo ela, isso foi determinante para que nunca fosse próxima do irmão.
Quando Arianne tinha 11 anos (287 dC), seu irmão Trystane nasceu. A diferença de idade é a justificativa que Arianne usa para justificar sua falta de intimidade com Trystane. Porém, deve ser lembrado que algum tempo depois, novamente a relação de seu pai e sua mãe chegou a outro ponto extremo e Mellario voltou para Norvos. Ainda que não saibamos quando isso ocorreu, é difícil de acreditar que isto tenha ocorrido antes que Arianne, ao 14 anos (290 dC), descobrisse a carta de Doran a Quentyn que fez com que suas relações com seu pai deteriorassem.
Arianne, portanto, era uma filha de pais divorciados. E Trystane, uma criança, não era a pessoa indicada para lhe amparar. Na verdade, Arianne buscava apoio nas primas, as serpentes de areia, todas elas mulheres criadas longe de suas mães, e nos amigos de infância, em especial Garin, cuja mãe foi ama-de-leite de Arianne. Assim, são pessoas unidades pelo tema da maternidade.
Não fossem os dorneses famosos por seu comportamento impulsivo e sexualizado, seria fácil atribuir as travessuras de infância e adolescência de Arianne e cia à desestabilização do núcleo familiar. Ainda assim, quando ficamos sabendo que certa vez a filha de Doran e as Serpentes de Areia foram tão longe quanto cruzar o rio Vago para fazer uma visita da melhor amiga de Arianne, Tyene Sand. Literalmente, um jornada em busca da mãe.
Ainda assim, Mellario não pode ser considerada um influência na vida de Arianne. O impacto que ela causou na garota foi tê-la deixado, assim como Arianne deve ter se sentido preterida pelo pai quando descobriu a carta a Quentyn. A pessoa que detinha a admiração era seu tio Oberyn, por quem nutria uma paixonite (segundo informações do aplicativo oficial para celular, uma fonte semi-canônica). Para os dorneses, comparados a Oberyn, seu pai e sua mãe não poderiam ser chamados de pessoas fortes.
Talvez desse complexo paterno por Oberyn que Arianne tenha desenvolvido uma personalidade mais parecida com a das Serpentes de Areia do que a dos outros Martell. Não sendo uma guerreira, não poderia ser parecida com Nymeria ou Obara, mas Arianne acaba por desenvolver uma personalidade gêmea à de Tyene, que usa de uma aparência de ingenuidade para disfarçar maquinações ferozes.
A sedução e a beleza são as ferramentas de Arianne, no lugar da violência. Ela rezou muito para que fosse bela porque provavelmente entendia o que isso representava. Como Arianne reconhecidamente tem um fraco para garotos bonitos, maus e perigosos (TWOW, Arianne I) - provavelmente em decorrência de sua atração por Oberyn, o ícone das Serpentes de Areia -, ela sabia que a beleza e a sedução era o atiçador com que puxaria as brasas para si.
Mas a beleza e a sedução tem se mostrado armas vazias em sua mão, pois seus planos são mais calcados em fantasia do que em observação. Isso ficou demonstrado com o fiasco de seus planos de coroar Myrcella. Por outro lado, agora que Arianne conhece as intenções e planos de seu pai, sua natureza impulsiva Oberynesca não garante que ela esteja a salvo da morte, tal qual Oberyn não estava.
ARIANNE, A BELEZA ADORMECIDA
Antes de sua conspiração falhar e começar a cooperar com seu pai, Arianne desconhecia as consequências de sua impulsividade e seu fraco por homens bonitos. Não estava com os olhos abertos, era uma beleza adormecida. Ela, a princesa, foi aprisionada em uma torre e ficou à espera de quem viesse enfrentar seu carcereiro. Mas ningúem veio. E o único príncipe que fez seu resgate foi o próprio Príncipe de Dorne, para ruína das ilusões que ela alimentava.
As ligações de Arianne com a figura de Bela Adormecida e com a trope da Donzela em Apuros são evidentes não só em sua trama atual. Arianne já demonstrava essa propensão em sua história pregressa, especificamente na sua primeira visita à Pedramarela, durante a qual, enquanto Tyene aprendia a extrair veneno de cobras e Sarella revirava o local com curiosidade, Arianne sonhava com um cavaleiro que a raptara para usá-la. Em outras palavras, Arianne fantasiva com paixões ardentes em um ninho de cobras, literalmente.
O seu retorno é ainda mais significativo. Arianne estava tão adormecida que trouxe uma conspiração que quereria extrema confiança recíproca para um ninho de cobras, tanto literal quanto metafórico. No final, ela não ter certeza de quem a denunciou demonstra o quão pouco Arianne sabia daquelas pessoas sobre quem ela depositava imensa grande confiança. Nem o fato de o perigoso Sor Gerold Dayne estar no grupo é suficiente para que ela ponha a mão no fogo por seus amigos.
O nome que o conto da Bela Adormecida recebeu em alemão foi Dornröschen, em que Dorn significa "espinho, espinheiro, urze" e röschen seria "rosa, flor", em razão da floresta de espinheiros que tomam o reino quando a princesa adormece. Há também oito fadas madrinhas (como as oito Serpentes de Areia), mas isso é só uma curiosidade.
Arianne desconhece que está dormindo em meios aos espinhos dorneses, algo que Doran parece conhecer há muito. Porém, talvez o conhecimento de Doran lhe tenha sido passado por sua mãe, a antiga Princesa de Dorne, tornando Doran o responsável pelo comportamento de Arianne, com quem ele está em dívida.
De fato, Arianne levanta 5 motivos para justificar sua conspiração contra seu pai, todos eles muito justificados diante do desconhecimento dos planos de Doran:
  1. Doran propôs que ela casasse com homens velhos e desdentados (quando sabemos ela tem um fraco por rapazes bonitos - e nós vimos este tipo de coisa terminar mal com Lysa Tully, por exemplo);
  2. Doran não passou a ela nenhum poder, liderança ou cargo quando ele se mudou para os Jardins de Água, só a deixou a cargo de recepções e festins (querendo certamente transmitir uma aparência de normalidade, mas sem saber estava enfiando o dedo na ferida aberta com a descoberta da carta a Quentyn por Arianne);
  3. Doran convocava Oberyn a cada quinze dias, mas Arianne apenas uma vez por semestre;
  4. A carta de Doran para Quentyn que dizia “um dia sentará onde me sento e governará todo o Dorne, e um governante deve ser forte de mente e de corpo(o que diretamente usurpava seu direito e indiretamente a chamava de fraca);
  5. Quentyn foi enviado a Essos sob disfarce com cinco companheiros de importância simultaneamente à Companhia Dourada quebrar o contrato com Myr.
As intenções de seu pai não foram apreendidas não por completa ausência de educação política. Areo Hotah lembra-se de ter ouvido Doran ensinar a Arianne que "o silêncio é amigo de um príncipe" e que "as palavras são como flechas, Arianne. Depois de disparadas, não podem ser chamadas de volta. Mas, devido a complexidade de seus planos, Doran depende de que as peças do seu jogo obedeçam sem questionar, o que também é fantasioso de sua parte. Em outras palavras, Doran também fantasiou que estava sendo transparente com Arianne.
Por motivos que já explicamos, Arianne já deveria se sentir abandonada e Doran por em ação planos que pareciam confluir para roubar seus direitos hereditários deve ter colocado Arianne contra a parede. Mas, se Arianne já conhecia a carta desde os 14 anos, por que levou quase 1 década para agir? Por que a morte de Oberyn tornou Dorne sedenta por uma guerra e colocou o povo contra Doran (como vimos pelas frutas atiradas contra a comitiva de Doran quando ele chegou a Lançassolar).
Arianne pretendia se apropriar do momento para jogar o povo contra seu pai, mas descobriu que estava cercada de espinhais. Não sabia da natureza de seus escolhidos e foi traída, não ponderou sobre os riscos e matou um cavaleiro da guarda real e quase matou a criança que visava proteger. Ela quase conseguiu uma guerra que nada teria a ver com seus direitos.
Quando foi presa, Arianne continuou a elaborar planos de acordo com as estratégias que conhecia. Primeiro, pensou em se valer do cinismo para mentir e atuar, depois vestiu a "roupa mais reveladora" para provocar e desconcertar e, por fim, tentou aliciar os servos para convocar vassalos instáveis de Lançassolar contra seu pai. Ainda assim, vimos Arianne realmente arrependida em seus pensamentos, especialmente por Arys e Myrcella, demonstrando que ela não é uma pessoa incapaz de aprender.
Em verdade, neste momento ficamos cientes de que a cena em que a princesa convence o cavaleiro real a trazer Myrcela a Pedramarela só é contada sobre o ponto de vista de Arys porque GRRM não queria entregar os pensamentos de Arianne, tanto em relação aos seus sentimentos para com o Guarda Real quanto sobre Doran. De fato, como ficamos sabendo em A Princesa na Torre, por baixo da aparência de manipuladora maliciosa, Arianne é um poço de sentimentos contraditórios e compaixão.
Contudo, Arianne falhou em entender as lições que seu pai tentava lhe ensinar enquanto ela esteve presa. O jogo de Cyvasse e os livros sobre leis de Westeros, dragões e a Estrela de Sete Pontas foram colocados ali para que Arianne pudesse entender as palavras que seu pai temia pronunciar em voz alta. Ao invés disso, Arianne continuava a se comportar como a Princesa na Torre, a donzela em apuros, convocando salvadores contra seu carcereiro. "Isso deverá trazer os heróis correndo", ela pensou ao redigir sua carta para Lorde Fowler.
Se a mantive na ignorância durante esse tempo, foi só para protegê-la. Arianne, sua natureza... Para você, um segredo era apenas uma história especial para murmurar a Garin e Tyene à noite, na cama. Garin mexerica como só os órfãos são capazes, e Tyene não guarda segredos de Obara e da Senhora Nym. E se elas soubessem... Obara gosta de vinho demais, e Nym é muito chegada [às gêmeas] Fowler. E a quem [as gêmeas] Fowler poderiam fazer confidências? Não podia correr o risco.
(AFFC, A Princesa na Torre)
Assim, Doran deixou Arianne presa tempo o suficiente para que a raiva, a vontade e a fantasia passassem. E a verdade surgiu apenas quando Doran precisava de Arianne para manipular Myrcella.
ARIANNE, A PRINCESA DOS ESPINHOS
Em A Dança Dos Dragões, vemos os efeitos construtivos da transparência entre Doran e Arianne. Pai e filha parecem agir coordenadamente para aparentar normalidade na corte e converter as Serpentes de Areia mais velhas em aliadas e todos vão para os Jardins de Água.
[SPOILER TWOW]Quando a carta de Jon Connington pedindo a Dorne por ajuda, Doran confia a tarefa de avaliar as forças de Aegon e a presença de Dragões a Arianne, muito embora Arianne não conheça nenhum dos dois homens. Mais curiosamente ainda, Doran forma uma comitiva de estranhos (semi-estranho no caso de Daemon Sand), que nunca viram Aegon ou Connington também. Dessa forma, o objetivo declarado de Doran é parcialmente impossível de ser cumprido. Somente levar olhos para procurar por dragões justificam a viagem.
[SPOILER TWOW]Mas a comitiva em si é curiosa. É formada por pessoas não nobres, com algumas ligações com Oberyn e nenhuma intimidade com Arianne. O caso de Elia Sand é o mais acentuado: a garota é impulsiva como Arianne, talvez um presente de grego de Doran para funcionar como espelho e testar a força de vontade da filha.
[SPOILER TWOW]Mas ainda assim, levar Elia para o meio de uma terra invadida é estranho. Elaria declara que está espalhando suas filhas para aumentar a chance de sobrevivência, porém isto não parece uma tática eficiente. Será que há aqui algum objetivo implícito o qual Arianne deveria compreender durante a viagem? Quem sabe.
[SPOILER TWOW]Com Daemon, há também um objetivo. O cavaleiro tem uma natureza cínica e se tornou imune às seduções da Princesa. Como ele é bonito, pode ser um instrumento fácil para que ela desenvolva uma abordagem realista com seu objeto de deseja, que aprenda a repreender seus instintos e aprender as reais intenções por trás da beleza. Como Arianne avalia que Jon Connington será difícil de seduzir Daemon funciona como um treinamento.
[SPOILER TWOW]De toda forma, em Ventos do Inverno, Arianne ainda está se equilibrando entre sua velha personalidade e as novas lições. Doran fica de pé para se despedir dela como se para fixá-las na memória da filha. E ela realmente agora fala de guerra com um tom funesto, e diz sentir pena de Elaria porque todas as suas filhas saíram a Oberyn (uma mudança significativa de percepção).
[SPOILER TWOW]Até mesmo quando traça paralelos entre Doran e Jon Connington, ela diz que este último deve ser perigoso, de certa forma aludindo que a sutileza do Pai também o torna perigoso. Arianne, inclusive, fica mais dada a silêncios e prefere as deduções às perguntas, chegando a fazer uma bem fundada troca de palavras com Lysono Maar.
[SPOILER TWOW]Porém, durante toda a jornada ele cobiça e flerta com Daemon. Em certo ponto, começa a perguntar por Viserys Targaryen, como que para fantasiar com o homem que estava prometida (muito embora ela afirme que agora é uma mulher, não uma menina que sucumbe para garotos bonitos), o que se confirma quando passa a maldizer Daenerys por tê-lo deixado morrer. A decepção com a aparência de Lysono Maar pode ser uma enganação, pois Lysono tem uma aparência feminina, e talvez quando veja Aegon, o contraste o torno excitante à Arianne.
[SPOILER TWOW]O mais interessante é que Arianne tenta se convencer que agora ama e quer o irmão de volta (o que Daemon, cético, nega). Na verdade, parece que ela quer compensar seu pai pelo estrago que causou e considera que Quentyn seria o meio para isso. Talvez, então, quando notícias de sua morte pelos dragões de Daenerys chegarem, ela passe a se opor à Rainha Dragão.
[SPOILER TWOW]De fato, muitos acreditam que o que está reservado para o futuro de Arianne é a paixão não correspondida com Aegon (uma novidade para ela) e que ela assumiria o papel da fazedora de reis. Assim, "A Princesa e a Rainha" não seriam apenas o título de uma novela de Martin, mas papeis que seriam repetidos na nova Dança dos Dragões.
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2019.09.23 06:39 Bloodisthebestcolor Reunião na Ilha Bouvet

(não é um desabafo pq meio q já aprendi a conviver, meu intuito msm é achar pessoas que se identifiquem e provar a mim que minhas paranóias podem ser refutadas)
Estou com dezessete, mas sei que desde os catorze as pessoas me subestimam, talvez isso se deva a minha aparência mais jovem, mas ainda assim, isso não é justificativa para esse menosprezo. Vivo em um estado minimamente desenvolvido em relação aos demais, em uma cidade de poucos habitantes, mas ainda assim isso não é desculpa para que sejam esses robôs movidos a igreja, política, preconceitos e "bons costumes", ou seja, acham que eu não tenho credibilidade pra falar dos assuntos "de gente grande" apenas porque não tenho uma idade próxima. O ponto no qual quero chegar é que mesmo as pessoas por volta da minha idade e até mais velhos são um saco, no qual a energia vital é definida por vontade de trepar; cachaça vagabunda; relações baseadas explicitamente em interesse e outras futilidades. Não sou idiota o suficiente pra me preocupar com vida alheia, e por mim não há problema em querer os itens citados, mas eu não estaria escrevendo se não houvesse um problema não é ? Bem, já que sou "obrigado" a conviver com elas.. me dá nojo e pena ouvir-las dizer que "não estão nem aí pro próprio futuro" e que nem sabem identificar um verbo, mas o pior pra mim não é isso, e sim que não queiram melhorar(afinal ninguém nasce sabendo) oque quero dizer é... gente conformada. Eu sei que isso é o que mais existe, sendo assim, não é isso que me aterroriza, mas sim que apenas elas existam ao meu redor.
Acabou que virou um desabafo mas enfim, eu já montei um sistema político à prova de roubo; invento desde pequeno armas e explosivos; tenho carga de literatura, filosofia, história, ética, biologia, geografia, exatas; aprimorando o inglês e meu alemão, já passei pelo espanhol; adoro mecatrônica entre outras coisas relacionadas a tec. Eu sei que isso pareceu mais um currículo egocêntrico magnástico, mas meu intuito não é me glorificar, por favor não entenda errado, só quero achar gente que pareça comigo (soou egocêntrico dnv eu sei). Tudo isso para provar que eu não devo estar só, pois é assim que me sinto... Isolado... Nessa ilha... ilha de Bouvet.
Paz
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2019.07.07 23:07 almofarizdosombra Feedback sobre texto

Nos últimos tempos, tenho andado a escrever uma pequena história e gostava de ter algum feedback. Já mostrei a alguns amigos, mas queria obter outro tipo de feedback menos parcial. O objetivo não é necessariamente publicar, mas também melhorar e aprender algumas coisas. Deixo aqui os primeiros três capitulos. É um romance dramático. Desde já obrigado a quem tirar um pouco do seu tempo para ler. Qualquer tipo de feedback é apreciado.

I
Sempre Bem
Sinto o seu cabelo suave enquanto lhe acaricio a cara lisa e macia. E linda. Muito linda. Aqueles cabelos sempre foram a minha perdição. Pretos, encaracolados, macios e cuidadosamente bem tratados. Mas não se pense que sou fraco, afinal até os homens mais fortes têm fraquezas. Vide o exemplo do Super Homem, individuo possuidor de uma super força, uma super velocidade, invulnerável até à mais poderosa bomba nuclear. Exceto à kryptonite. Com as devidas diferenças, eu acredito que sou um Super Homem. E aqueles cabelos são a minha kryptonite.
Ela agarra-me a mão como ninguém sabe agarrar. E mesmo que soubesse, ninguém era capaz de o fazer como ela que emprega toda a sua dedicação, emoção e amor naquele gesto. Amor. Será que ela me ama? Será que eu a amo?
Aproximo-me até estarmos quase colados. Ela está estranhamente calma. Eu estou estranhamente calmo. É como se já soubéssemos o que vai acontecer. Na verdade, não era difícil de advinhar. Há coisas na vida que são inevitáveis como o céu ser azul, depois de sábado ser domingo ou a morte. Mas mesmo nas inevitabilidades, a vida consegue ser imprevisivel. Peguemos no exemplo da morte: toda a gente sabe que vai morrer, mas não sabe quando, como, onde nem porquê. Até há quem já esteja morto e ainda não saiba. Mas eu não gosto de pensar na morte. Eu, qual Super Homem, estou sempre bem.
Os nossos lábios tocam-se ou pelo menos eu acho que sim, mas não tenho a certeza. Não tenho a certeza porque não sinto. Nada. Todo aquele momento inevitável que era suposto ser o pináculo da nossa relação até então, tantos rios que fizemos para desaguar naquele mar e agora estou adormecido. Vem-me à cabeça Let It Happen de Tame Impala.
It's always around me, all this noise, butNot really as loud as the voice saying"Let it happen, let it happen (It's gonna feel so good)Just let it happen, let it happen"
All this running aroundTrying to cover my shadowAn ocean growing insideAll the others seem shallowAll this running aroundBearing down on my shouldersI can hear an alarmMust be morning
É mesmo de manhã. Pego no telemóvel para ver as horas: 7:30. Foda-se, já estou atrasado. Procedo à minha rotina matinal: desligo o alarme; levanto-me da cama; ligo a torneira para aquecer a água; vou buscar a toalha e a roupa interior; sento-me na sanita a pensar na vida enquanto espero que a água aqueça; tomo banho; volto ao quarto para me vestir; como o pão com manteiga e bebo o café que a minha magnífica mãe pôs na secretária enquanto estava no banho; arrumo o PC e o carregador na mochila; ponho os headphones e ligo o Spotify. Tudo isto em meia hora. Não sei se é rápido ou lento, mas já sigo esta rotina há tanto tempo que o faço inconscientemente.
No caminho até ao autocarro, cruzo-me sempre com quatro cães. O primeiro é pequeno e peludo e traz consigo uma certa inocência e fragilidade; o segundo é já bem mais forte e imponente, mas muito calmo e pacífico. Acho que nunca o vi a ladrar ou sequer agitado o que não é muito normal para um cão daquela envergadura; o terceiro é a personificação do ditado “cão que ladra, não morde”; por último, mas não o menos importante, um pouco mais distante dos outros três, está o meu favorito: um pastor alemão de médio porte, tristonho, solitário e carente. Não sei o que se passa com ele, mas, seja a que hora for, está sempre deitado no chão no mesmo cantinho a olhar para a pequena porta gradeada à sua frente, esperando uma alma caridosa que passe para lhe dar o carinho que ele necessita. E eu bem tento, mas ele não me deixa. É bem jogado, eu não sou de confiança. Dejá vu. Tenho tanta pena dele que até já pensei em raptá-lo para lhe dar uma casa em que ele seja amado. Até comentei isso com ela.
Nós falamos tanto. Não me lembro da última semana que passei sem falar com ela, seja por mensagens ou (o meu favorito) pessoalmente. Por vezes estou eu perdido nos meus pensamentos como muitas vezes acontece e dou por mim a pegar no telemóvel e mandar-lhe uma mensagem. Falamos da vida, da morte, do sol, da chuva, do ontem, do amanhã e de cães. Ela tem uma cadela linda. Gosto tanto dela que é o meu wallpaper do telemóvel.
Já cheguei e nem reparei. Faço isto tantas vezes que já é automático. Instantâneo. Às vezes gostava que não fosse assim, que tomasse mais atenção ao que me rodeia, que aproveitasse mais os momentos, mais lentamente. Na verdade, neste caminho rotineiro, só há duas coisas às quais presto atenção e vejo com olhos de ver: cães e mulheres. Os cães iluminam o meu dia e aquecem o meu coração de tão fofos e inocentes que são. As mulheres fazem-me viajar. Por cada uma que passo, reparo nos seus traços, na sua postura, no seu olhar e imagino que aquela pode ser o amor da minha vida. Mas não é. Nunca é. E ainda bem para elas, certamente estão melhores sem mim. Dejá vu.
Chego ao portão e vou buscar o telemóvel para ver qual é a sala. Tenho uma mensagem do Diogo. «Não vens à avaliação?». Foda-se, esqueci-me. Não faz mal, eu safo-me, estou sempre bem.
II
Música Fria
“Isola-se a incógnita no primeiro membro e passa-se tudo o resto para o segundo membro com a operação inversa”.
Olham todos para mim com raiva e inveja. Outra vez.
“Certo, mais uma vez, mas na próxima não quero que sejas tu. Quero ouvir os outros”.
Eu não pedi isto. Eu não tenho culpa. Parem de olhar assim para mim. Enfio a cabeça no caderno e tento afastar os olhares, a inveja e a raiva da minha cabeça. Foca-te. Pensa em momentos melhores. Respira. Quem me dera que a Filipa gostasse de mim. Não, é impossível. De todos os pretendentes, nunca me iria escolher. Quando tens pretendentes muito mais fortes, confiantes e experientes, porquê escolher o mais fraco? Para não falar da beleza dos candidatos que é um fator muito relevante nestas discussões. Aí a diferença é abismal. A única vantagem que tenho é que somos amigos, mas a amizade não conta muito nestas coisas.
Dou por mim a resolver o resto dos exercícios. Já é automático. Instantâneo. Para mim, a matemática corre-me nas veias. Quem me dera que fosse assim nos outros aspetos da vida. Quem me dera que todos gostassem de mim. O meu sonho é que um dia toda a gente goste de mim. Vai ser tão fácil viver sem os olhares de julgamento, a inveja, o ódio.
Levantam-se todos, é hora de intervalo. Dez minutos a respirar ar fresco enquanto dou voltas à escola. Apesar de tudo, uma pessoa tem que se manter em forma. Se passo o dia numa sala e as aulas de educação física são o que são, como é que é suposto manter a forma física? Além disso, não tenho mais nada de interessante para fazer. Os temas de conversa são aborrecidos, não aprendo nada. E se não estou a aprender ou a evoluir é uma perda de tempo. Encontro a Filipa ao voltar para a sala. “Vais ficar hoje?”. Hoje é a reunião dos pais e normalmente a turma toda fica lá fora à espera deles. É melhor que ficar em casa sozinho com fome à espera que a tua mãe volte para te fazer o jantar. Assim pelo menos posso comprar um Snickers na máquina para enganar a fome. “Não sei.”. “Fica. O que é que vais fazer em casa sozinho?”. Eu já sabia que ia ficar. Estava só a fazer um teste para ver se ela se importava.
As aulas da tarde são sempre a mesma coisa. O que é habitualmente uma turma irrequieta, está agora apática.
“Dom João quarto casa com Luísa de Gusmão a 12 de janeiro de 1633”.
Quem me dera viver nesta época. Era tudo tão mais fácil. Evitava-se todo este jogo para descobrir se aquele era realmente o amor da tua vida, se vale a pena continuar, se vale a pena tentar ou se o amor da tua vida existe sequer. Simplesmente combinavas com outra pessoa que iam ser o amor das vossas vidas. Dava jeito a toda a gente. Evitava-se todo o tipo de confusões, dramas e lamúrias. Há quem diga que isso é que traz a magia às coisas. Eu digo que é uma merda. No modelo antigo, pessoas como eu podiam ser felizes. Assim, a possibilidade é bastante baixa para não dizer nula.
“Qual é a tua música favorita?”, pergunta-me a Filipa enquanto vejo a mãe a passar.
“Não gosto de música”.
“O quê?! Nunca conheci ninguém que não gostasse de música. É impossível. Toda a gente gosta de música.”.
“Eu não gosto”. Desta vez não estava só a tentar ganhar a atenção dela, é mesmo verdade, não gosto de música.
“Vou-te mostrar uma música.”. Olha para o telemóvel e põe uma música. Até não é má.
“É uma música fria”.
Ri-se. “És estranho.”. Diz isto enquanto me olha nos olhos. “Olha quero pedir-te um favor.”.
“Diz”.
“Ando a ter algumas dificuldades com matemática e pensei que tu me podias ajudar. Podíamos aproveitar este tempo e tu vinhas a minha casa fazer os TPC’s comigo. Que achas?”.
Ela não tem dificuldades a matemática. Pelo menos nunca aparentou ter até agora. Ou será que tem? As aparências iludem. “Pode ser”.
Sorri. “Vamos então.”.
É a primeira vez que alguém me convida para a sua casa. Não sei o que esperar, mas vai ter que ser rápido senão a minha mãe preocupa-se. Provavelmente consigo fazer aquilo tudo em dez minutos sem problema.
Afinal é isto. Mesmo que me tivessem dito que ia ser assim, que era disto que devia estar à espera eu não acreditava. Olho para o meu lado esquerdo e vejo a Filipa um bocado abatida. Compreensível. Se para mim foi anticlimático, imagino como terá sido para o outro lado. Tenho que dizer alguma coisa para tentar mudar este momento.
“Gostei da música que me mostraste. Põe outra vez.”. Vejo-a levantar-se, pegar no telemóvel e pôr a música. Acho que resultou. Pelo menos para mim o ambiente está melhor.
III
Tem de Ser
Estico-me para chegar ao telemóvel. “Posso meter uma música?”. Incrível como passados estes anos todos ainda continuo a ter os mesmos hábitos.
“Claro.”. A Sofia olha para mim como se aquele fosse o melhor momento da sua vida e eu fosse o principal responsável por isso. Chego-me perto para retribuir. Beijo-a ao som da Musica Fria. É um bom momento. Por alguns instantes, engana-me. Mas não é ela.
Volto ao telemóvel e abro as mensagens. Já não lhe mando uma mensagem há muito tempo. «Olá». Ela já sabe como isto funciona. Daqui a umas horas, vai-me responder e vamos falar da vida, da morte, do sol, da chuva, do ontem, do amanhã e de cães. Talvez até tenha sorte e receba alguns vídeos da cadela dela.
“Na quarta saio mais cedo. Podias vir aqui.”. A Sofia quer demasiado. É sempre aqui que as coisas começam a descambar. A minha vida amorosa é um ciclo vicioso. Começa sempre no verão e com ele vem uma sensação escaldante, uma energia renovada, a vontade de fazer mais e melhor a cada dia que passa. É por esta fase que ainda não desisti. É por isto que quase vale a pena. Sorrateiro, mas sem piedade, chega o outono. As folhas verdes e viçosas que antes emanavam esperança, estão agora castanhas e cansadas espalhadas pelo chão. É aqui que percebo mais uma vez que ainda não é esta. Não é ela. Aquilo que fazias no verão já não o consegues fazer. É demasiado frio. Agasalho-me para me sentir um pouco mais quente e preparar o inverno. Chega o inverno rigoroso. Todos os anos chega de rompante, sem avisar, sem dó nem piedade. Deixa-me a tremer de frio. Já não faço nada do que fazia no verão, só me apetece ficar em casa à espera que passe a tempestade. Lentamente, chega a primavera. Sinto um cheiro a ilusão no ar, há uma esperança renovada, uma certa vontade de voltar a repetir tudo à espera que desta vez o resultado seja diferente.
Repetir a mesma coisa vezes sem conta à espera de um resultado diferente: a definição de loucura. Todos os génios têm um pouco de loucura e eu, como génio que sou, não fujo à regra. Como génio a minha primeira invenção será um sistema de emparelhamento de casais. Nada dessas aplicações de encontros que há por aí. Nada disso. O meu sistema vai oferecer uma probabilidade de 99,9% dos participantes encontrarem o amor da sua vida. Para isso, os candidatos terão que passar por várias relações com término definido, a fim do algoritmo estudar as suas reações nesse espaço de tempo e também ao término inesperado da relação. Ah sim, esqueci-me de dizer que nenhum deles vai saber quando a relação acaba, isto para fazer com as reações sejam genuínas, com o objetivo de obter dados com a maior credibilidade possível. Também não vão saber quantas relações terão que passar até atingir o tão esperado amor da sua vida ou quanto tempo isso vai demorar. Agora que penso, se calhar este sistema já existe. Se calhar eu estou neste sistema. Se calhar estamos todos neste sistema. Se estivermos mesmo, eu sou a anomalia estatística. O 0,1%. A margem de erro. Não se pode ter sorte em tudo.
“Claro, achas que não ia aproveitar mais uma oportunidade para estar contigo?”. Tretas. Mentiras que eu repito na minha cabeça para me fazer acreditar que é mesmo verdade quando já sei o desfecho desta história.
Ah!, aquela última semana de verão. Acho que desta vez vou já fechar-me em casa no outono. Parece-me que este vai ser rigoroso.
Vejo-a passar no corredor. Ela repara em mim e vem dar-me um abraço. Adoro estes abraços. Ela abraça-me como ninguém sabe abraçar. E mesmo que soubesse, ninguém era capaz de o fazer como ela que emprega toda a sua dedicação, emoção e amor naquele gesto. Amor. Será que ela me ama? Será que eu a amo?
“Estás bem?”.
“Estou sempre bem, já sabes.”.
Vou ao bolso e tiro aquelas bolachas que ela gosta. Dou-lhe uma e começo a comer a outra. Adoro ver aquele sorriso que ela faz quando lhe dou a bolacha. É como se soubesse o que aquele gesto significa para mim.
“Não pareces bem.”.
Ela conhece-me demasiado bem. Demasiado até para o seu próprio bem.
“Mas estou, acredita. E tu?”.
“Já estou melhor. Um dia de cada vez.”.
Fico triste que ela não consiga ser 100% feliz. Se há pessoa que o merece é ela. Gostava de fazer mais por ela, mas não posso. Não consigo. Dou-lhe um beijo na testa e sigo para a aula.
«Hoje vou fazer aquela massa que tu gostas <3». A Sofia faz questão que eu não me esqueça dos nossos compromissos. Olho lá para fora e sinto o outono a chegar. Há uma certa beleza e tranquilidade nesta parte. Apesar de saberes que vêm aí tempos mais frios, ficas de certa forma contente porque tens a consciência do que está a acontecer. Assim, evitas ser apanhado de surpresa e, de repente, ficas sem tempo para te agasalhar. E tu não queres isso. Não queres, porque é assim que ficas doente.
Estou cá fora a fumar um cigarro enquanto olho para a porta. Porque é que estou a fumar? Eu só fumo quando estou stressado. Ou será que isso é uma mentira que eu repito para mim mesmo até acreditar, como tantas outras? Mas esta tenho quase a certeza que é mesmo verdade. Eu passo meses sem fumar até que um dia decido fumar um cigarro. Nestas fases nunca fumo mais do que um maço. Eu nem me apercebo quando elas começam porque não é sempre no outono. É como se o meu corpo dissesse que precisa de nicotina e eu lhe desse o que ele quer. Como muitas coisas na minha vida, já é automático. Instantâneo. Lucky Strike. Reza a lenda que tem este nome, porque, antes da marijuana ser ilegal, alguns maços continham um cigarro de marijuana como bonus.
Já chega. Pára e vai fazer aquilo que vieste aqui fazer. Toco à campainha. Se demorar muito, vou embora. Está calado, faz-te homem. Tem de ser. Há coisas na vida que tem mesmo de ser. É como se costuma dizer: o que tem de ser, tem muita força. Tanta força que me consegue empurrar escada acima, até ao quinto direito, para fazer aquilo que eu não quero fazer. Mas tem de ser.
Recebe-me com aquele sorriso que fazia derreter o coração de muitos. És tão boa para mim, Sofia. Foste tão boa para mim, Sofia.
Oh, I have been wondering where I have been ponderingWhere I've been lately is no concern of yoursWho's been touching my skinWho have I been lettingShy and tired-eyed am I today
Sometimes I sit, sometimes I stareSometimes they look and sometimes I don't careRarely I weep, sometimes I mustI'm wounded by dust
Nada dói mais do que o som duma porta a fechar. O impacto foi tão forte que caí para trás. Fico sentado encostado à parede a olhar para aquela porta que se acabou de fechar. Mais uma. Passa mais uma. Eu não quero saber, podes olhar. Sim, estou aqui no chão a chorar enquanto olho para a porta da mulher que acabei de rejeitar. Algum problema? O único problema aqui é tu não seres ela. Quem me dera que fosses. “É ela, não é?! Eu já sabia!”. Ela não te diz respeito, por isso, quando falares dela, falas com respeito. Era o que devia ter dito, mas eu sou fraco. Nestas questões, sou fraquíssimo. Mas se até o Super Homem tem uma fraqueza, eu também posso ter. No entanto, o que é o Super Homem sem o amor? Podes ser o imperador do mundo inteiro, da galáxia inteira, mas sem amor não és homem nenhum, quanto mais Super Homem.
E se eu me atirasse daqui? Será que morria? Se eu morresse, ninguém ia querer saber. Só ela. E mesmo ela ia ficar triste inicialmente, mas depois ia passar. Até é melhor para ela, evita-se a inevitabilidade a que todas as minhas relações se destinam: fracasso. Todas as amizades, todos os namoros acabam por dar mal de uma maneira ou outra e o pior é que sugo sempre um bocado da outra pessoa comigo. Prefiro não estar cá para ver isso acontecer com ela. Até agora pensei sempre na razão de eu ter tanto azar, afinal eu sou boa pessoa. Agora percebi finalmente. Só há uma possibilidade, um denominador comum, uma pessoa em falta: eu.
Chegou a hora de eliminar os denominadores, mas antes disso tenho que lhe deixar uma mensagem para ela saber o quão boa foi para mim. Desculpa.
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2019.06.18 17:38 exo_word Mikrogeophagus ramirezi

Mikrogeophagus ramirezi - Ramirezi

Sinônimos

Apistogramma ramirezi Myers & Harry, 1948; Papiliochromis ramirezi (Myers & Harry, 1948); Microgeophagus ramirezi (Myers & Harry, 1948)

Etimologia

Mikrogeophagus : do grego μικρός (mikrós), que significa 'pequeno', e o nome genérico Geophagus .
ramirezi : aparentemente escolhido para evitar confusões porque o nome 'ramirezi' estava sendo usado para o peixe no comércio ornamental antes de sua descrição.

Classificação

Ordem : Perciformes Família : Cichlidae

Distribuição

A maioria da literatura sugere que esta espécie é restrita aos llanos venezuelanos e colombianos da drenagem do rio Orinoco, embora um dos espécimes em nossas imagens seja coletado no rio Purus, um afluente do Amazonas localizado a uma certa distância do rio Orinoco. aquela bacia hidrográfica.
Tipo de localidade é 'Orinoco system, Venezuela'.

Habitat

O Llanos é um vasto sistema de pastagens de savanas tropicais altamente biodiversas, planícies e florestas sazonalmente inundadas que cobrem uma área de quase 600.000 quilômetros quadrados na Venezuela e na Colômbia. Existem padrões climáticos anuais bem definidos com estações úmidas e secas distintas e altas temperaturas durante todo o ano.
Ele está localizado ao norte e oeste do rio Orinoco e drenado por muitos dos afluentes do rio.
Outros peixes que ocorrem na região e estão disponíveis no comércio de aquários incluem Corydoras delphax, Platydoras costatus , Baryancistrus beggini , Hypancistrus inspector , Panqolus maccus , Panaque nigrolineatus , Hemigrammus rhodostomus , H. stictus , Hyphessobrycon sweglesi , Paracheirodon axelrodi , Pristella maxillaris , Copella nattereri , Biotodoma wavrini , Geophagus abalios , Heros severus , Mesonauta insignis , Satanoperca daemon e Uaru fernandezyepezi .

Comprimento Padrão Máximo

35 a 40 mm.

Tamanho Aquário

Um aquário com uma base de 60 a 30 cm ou equivalente é suficiente para um único par.

Manutenção

Desde que haja uma cobertura e estrutura adequadas, esta espécie não é nada exigente no que diz respeito à decoração com vasos de cerâmica, comprimentos de tubagens plásticas e outros materiais artificiais, todas as adições úteis.
Um arranjo de aparência mais natural poderia consistir de um substrato arenoso e macio com raízes de madeira e galhos colocados de tal maneira que se formem muitas manchas e cavernas sombreadas, além de uma ou duas pedras planas ou semelhantes para proporcionar potenciais locais de desova.
A adição de serapilheira seca enfatizaria ainda mais a sensação natural e, com ela, o crescimento de colônias microbianas benéficas à medida que a decomposição ocorre. Estes podem fornecer uma fonte de alimento secundária valiosa para alevinos, enquanto os taninos e outras substâncias químicas liberadas pelas folhas em decomposição auxiliam na simulação de condições naturais.
As plantas aquáticas também podem ser usadas com aquelas de gêneros como Microsorum , Taxiphyllum , Cryptocoryne e Anubias, talvez mais úteis, pois podem ser cultivadas anexadas à decoração, embora nenhuma delas seja nativa da América do Sul.
A filtração, ou pelo menos o fluxo de água, não deve ser muito forte e as mudanças de água muito grandes devem ser evitadas com mudanças regulares de 10 a 15% recomendadas.
Esta espécie nunca deve ser adicionada a aquários novos ou biologicamente imaturos. Quando as condições se deterioram, torna-se suscetível a uma condição semelhante àquela referida como erosão da linha lateral e da cabeça ou buraco na cabeça em outras espécies que inicialmente se manifesta como pequenos buracos formados por carne em erosão ao redor da cabeça e poros da linha lateral.

Condições da Água

Temperatura : 26 - 30 ° C
pH : 4,0 - 7,0
Dureza : 18 - 179 ppm

Dieta

Mikrogeophagus spp. são bentófagas por natureza, normalmente obtendo bocados de substrato que são peneirados para itens comestíveis com o material restante expelido pelas aberturas branquiais e pela boca, embora eles também percorram superfícies sólidas e arrebatem itens diretamente da coluna de água.
No aquário, devem ser oferecidas uma variedade de pratos vivos e congelados, como bloodworm, Artemia , Daphnia , verme grindal, etc., complementados por alimentos de boa qualidade, secos e afundados, de tamanho adequadamente pequeno. Peixes selvagens podem inicialmente recusar estes últimos, mas normalmente aprendem a aceitá-los ao longo do tempo.
Receitas de gelatina caseiras contendo uma mistura de ração de peixe seco, marisco, frutas e vegetais frescos, por exemplo, também funcionam bem e podem ser cortados em discos pequenos usando o final de uma pipeta afiada ou faca pequena.

Comportamento e Compatibilidade

Apesar de normalmente ser vendido como tal, o M. ramirezi não é recomendado para o aquário comunitário em geral, uma vez que requer uma qualidade de água pura e é um concorrente deficiente, embora isso não signifique que deva ser mantido sozinho.
Grupos de pacíficos, characídeos de águas abertas ou similares são particularmente recomendados como companheiros de tanque, uma vez que a presença de pequenos cardumes ou cardumes parece ser usada como um indicador de que não há ameaça imediata nas proximidades e, portanto, pode ajudar a reduzir a timidez.
Certifique-se de pesquisar suas escolhas potenciais em profundidade e evitar peixes territoriais ou agressivos, incluindo a maioria dos outros ciclídeos, e aqueles que requerem água mais dura.
Os juvenis são gregários, mas quando atingem a maturidade sexual, começarão a formar pares dos quais cada um comandará um território com alguns metros de altura ao criar.

Dimorfismo Sexual

Os machos adultos crescem mais que as fêmeas, possuem nadadeiras um pouco mais estendidas e são mais intensamente coloridos.
A maioria das fêmeas possui uma mancha rosada na barriga que está ausente nos machos, embora isto possa não ser o caso em algumas estirpes ornamentais (ver "Notas").

Reprodução

Esta espécie é um spawner de substrato biparental e é melhor reproduzida em uma configuração dedicada, sem outros peixes presentes.
Não parece haver nenhum gatilho específico para o processo de desova, com os principais requisitos sendo boa dieta e rigoroso regime de manutenção. Os ovos podem ser difíceis de levantar e facilmente desenvolver fungos ou não desenvolver, a menos que a água esteja muito limpa e com baixa dureza.
Pares inexperientes podem comer sua ninhada, mas muitas vezes acertam as coisas após algumas tentativas, enquanto o peixe produzido comercialmente (veja 'Notas') tende a ser de qualidade relativamente baixa e pode falhar em fertilizar muitos de seus ovos ou simplesmente consumi-los repetidamente.
A menos que estejam disponíveis adultos sexuados, é melhor começar com um grupo de peixes jovens e permitir que os pares se formem naturalmente, separando-os ao fazê-lo, e recomendamos comprá-los a um criador privado de boa reputação, se possível.
Os ovos são normalmente colocados em uma superfície sólida, como uma pedra plana, um pedaço de madeira flutuante, folhas largas da planta ou diretamente no vidro do aquário, e a desova ocorre em estilo típico com a fêmea colocando uma ou mais fileiras de ovos antes do macho se mover. fertilizá-los, este processo sendo repetido inúmeras vezes.
Se você mantiver os adultos em uma situação da comunidade, recomenda-se remover os tankmates ou os ovos neste ponto, caso deseje aumentar um bom número de filhotes. Tanto o homem quanto a mulher participam igualmente do cuidado de crias.
A incubação é de 2 a 3 dias, após os quais os alevinos permanecem em grande parte imóveis por mais 5 dias, período durante o qual não necessitam de qualquer alimento suplementar. Depois de nadar livremente, eles devem receber microworm, infusórios e outros alimentos microscópicos durante os primeiros 2-3 dias, após os quais alimentos maiores, como náuplios de Artemia, podem ser introduzidos.

Notas

M. ramirezi também é conhecido pelos nomes 'ciclídeo anão' ramirez 'e' ciclídeo borboleta 'e está entre os ciclídeos anões mais populares no hobby aquário.
Como resultado, é produzido em uma base comercial em grande número e um número de cepas ornamentais foram desenvolvidas, incluindo 'ouro', 'long-finned' (tanto azul e ouro formas; também negociadas como 'lyre-tail', ' véu-cauda 'e' hi-fin '),' azul elétrico / neon ',' super neon azul ouro '' pérola / perlmutt 'e' balão '.
Essas formas criadas artificialmente, em particular as últimas, tendem a ser geneticamente fracas, suscetíveis a doenças, exibem períodos de vida encurtados e baixo vigor reprodutivo, além de, em muitos casos, apenas os machos serem distribuídos.
Acredita-se que os hormônios podem ser usados ​​para aumentar a produção e os peixes geralmente são criados em alimentos secos contendo grandes quantidades de proteína e pigmentos carotenóides para acelerar o crescimento e intensificar a coloração.
A forma clássica de 'azul alemão', anteriormente considerada de boa qualidade, também é agora produzida em vários países diferentes e sofreu como resultado.
Embora indubitavelmente de estoque genético superior o peixe selvagem seja mais exigente em termos de condições de água e dieta e indiscutivelmente adequado apenas para aquaristas experientes, portanto é difícil recomendar esta espécie a menos que um criador privado respeitável possa ser encontrado.
O gênero Mikrogeophagus contém atualmente apenas duas espécies reconhecidas. Eles estão separados uns dos outros em um sentido geográfico com M. ramirezi ocorrendo na Venezuela e na Colômbia e seus congêneres M. altispinosa, nativos da Bolívia e do oeste do Brasil. Este último também é um peixe maior e menos colorido, sem marcas iridescentes azuis nas barbatanas, corpo e cabeça.
O agrupamento tem uma história taxonômica confusa com a correta localização e ortografia das espécies-tipo M. ramirezi, uma fonte de confusão por várias décadas antes da publicação de Kullander (2011). Foi descrito como um membro do gênero Apistogramma, mas depois afiliado com o nome Microgeophagus em um livro de aquário de Hans Frey (1957), que não forneceu caracteres diagnósticos e apenas sugeriu que ele pudesse ser colocado naquele gênero no futuro.
O último nome não alcançou aceitação geral até 1971, quando Axelrod o usou em um livro popular sobre a criação de peixes de aquário, embora Klee (1971) tenha rejeitado isso e sugerido que as espécies deveriam ser incluídas no Geophagus . Kullander (1977) descreveu o novo gênero Papiliochromis com P. ramirezi como espécie-tipo e, no mesmo trabalho, considerou o Microgeophagus como um nome indisponível, sem fornecer detalhes precisos sobre o motivo.
Papiliochromis foi aceito tanto na literatura amadora quanto científica até que Bailey e Robins (1982) concluíram que Microgeophagus sensu Axelrod (1971) era o mais antigo nome disponível para um gênero de ciclídeo com A. ramirezi como espécie de tipo e, portanto, deveria ser considerado válido.
Géry (1983, 1986) argumentou que Microgeophagus sensu Frey (1957) é o mais antigo nome disponível para o gênero, enquanto Allgayer (1985) considerou válido Papiliochromis . Kullander (1998) usou Mikrogeophagus , um nome que ele considerou o mais antigo disponível com base em sua inclusão como um nome válido em Jeg har akvarium , um livro de aquário de língua dinamarquesa publicado em 1968, com Microgeophagus sensu Frey (1957), um nomen nudum indisponível diagnóstico e tipo de espécie.
O gênero Mikrogeophagus é, portanto, atribuído a Jens Meulengracht-Madsen, 1968, autor das seções relevantes do livro (foi editado por Schiøtz e Christensen), mas é considerado um ato nomenclatural "involuntário" porque o autor acreditava estar usando uma nome existente.
O Mikrogeophagus, portanto, tornou-se amplamente aceito segundo Kullander (1998), embora alguns autores evidentemente não concordassem.
Após um período de inatividade Isbrücker (2011) reabriu a questão e argumentou que Microgeophagus sensu Frey (1957) é na verdade o nome mais antigo disponível para o gênero, mas isso foi definitivamente rejeitado por Kullander (2011), que publicou uma análise detalhada do nomes genéricos diferentes que foram usados ​​para a espécie, a maioria dos quais derivados de literatura de aquário, ao invés de científica.
Embora Mikrogeophagus é agora geralmente aceite para ser correta as espécies M. ramirezi geralmente aparece na literatura mais antiga como aquário Apistogramma ramirezi , Microgeophagus ramirezi , ou Papiliochromis ramirezi .
O Mikrogeophagus e vários gêneros relacionados são frequentemente incluídos na suposta subfamília Geophaginae. Kullander (1998) realizou um estudo filogenético baseado na morfologia em que os Cichlidae neotropicais foram divididos em seis subfamílias das quais os Geophaginae continham 16 gêneros divididos entre três 'tribos':
Acarichthyini - Acarichthys e Guianacara . Crenicaratini - Biotoecus , Crenicara , Dicrossus e Mazarunia . Geophagini - Geophagus , Mikrogeophagus , ' Geophagus ' brasiliensis grupo, ' Geophagus ' grupo steindachneri, Gymnogeophagus , Satanoperca , Biotodoma , Apistogramma , Apistogrammoides e Taeniacara .
Estudos moleculares posteriores de Farias et al. (1999, 2000, 2001) resultou nas adições de Crenicichla e Teleocichla aos Geophaginae, um resultado apoiado por López-Fernández et al. (2005), que realizou a análise molecular mais detalhada do agrupamento até hoje, incluindo 16 dos 18 gêneros e 30 espécies.
No entanto, suas conclusões sobre inter-relações entre gêneros variaram um pouco das hipóteses anteriores e podem ser resumidas pelos seguintes grupos fracamente definidos:
- um relacionamento de grupo irmão fracamente apoiado entre Acarichthys e Guianacara . - um clado Satanoperca bem suportado, compreendendo Satanoperca , Apistogramma , Apistogrammoides e Taeniacara . - um 'grande clado' com Geophagus , Mikrogeophagus , ' Geophagus ' brasiliensis , ' Geophagus ' steindachneri , Gymnogeophagus , Biotodoma , Crenicara e Dicrossus . - um clado ' crenicarine ' com Biotoecus e Crenicichla .
Nenhum representante de Teleocichla ou Mazarunia foi incluído no estudo, mas o primeiro está bem estabelecido como sisterto Crenicichla, enquanto este último se agrupou estreitamente com Dicrossus e Crenicara em trabalhos anteriores.
As outras principais conclusões do trabalho são a confirmação de que Geophaginae é um grupo monofilético que exibe fortes sinais de ter sofrido radiação adaptativa rápida (diversificação de uma espécie ou tipo ancestral único em várias formas, cada qual adaptativamente especializada para um nicho ambiental específico).

Referências

  1. Anónimo, 1948 - The Aquarium, Philadelphia v. 17: 77 O ciclídeo anão Ramirezi identificado. [ Apistogramma ramirezi é atribuído a Myers & Harry neste trabalho. O autor é anônimo (provavelmente WT Innes). Uma descrição mais completa apareceu mais tarde em Myers & Harry 1948.
  2. Harpaz, S. e D. Padowicz, 2007 - O Jornal Israelita de Aquicultura - Bamidgeh 59 (4): 195-200 Melhoramento da cor no ciclídeo anão Ornamental Mikrogeophagus ramirezi por adição de carotenóides vegetais à dieta dos peixes.
  3. Kullander, SO, 2011 - Zootaxa 3131: 35-51 Nomenclatural disponibilidade de nomes genéricos científicos putativos aplicados ao peixe de ciclídeo da América do Sul Apistogramma ramirezi Myers e Harry, 1948 (Teleostei: Cichlidae).
  4. Morgenstern, R., 2012 - DCG-Informationen 43 (4): 74-82 Microgeophagus , Papiliochromis oder Mikrogeophagus - endlich Klarheit?
  5. Myers, GS e RR Harry, 1948 - Proceedings do California Zoological Club 1 (1): 1-8 Apistogramma ramirezi , um peixe ciclídeo da Venezuela.
  6. Reis, RE, SO Kullander e CJ Ferraris, Jr. (eds), 2003 - EDIPUCRS, Porto Alegre: i-xi + 1-729 Lista de verificação dos peixes de água doce da América do Sul e Central. CLOFFSCA.
  7. Robins, CR e RM Bailey de 1982 - Copeia de 1982 (1): 208-210 O estado dos nomes genéricos Microgeophagus , Pseudoapistogramma , Pseudogeophagus e Papiliochromis (Pisces: Cichlidae).
  8. seriously fish. com
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2019.06.17 06:47 NaoMeLevemASerio Biólogo levado à justiça por ter relacionado gays à pedofilia

O biólogo evolucionista Ulrich Kutschera está enfrentando a justiça alemã por causa das observações que ele fez cientificamente ligando a homossexualidade à pedofilia.

Na quarta-feira, Kutschera apareceu no tribunal distrital de Kassel por causa de seus comentários sobre os homossexuais. A promotoria acusou o professor universitário, entre outras coisas, de insulto e difamação.

O pano de fundo para o processo judicial é uma entrevista por Kutschera com o portal de notícias kath.net a partir de 2017. Na entrevista, o cientista observou que os homossexuais tinham uma propensão para a pedofilia.

Questionado sobre os direitos de adoção de casais do mesmo sexo após a introdução do chamado casamento para todos, ele disse: “Se a lei de adoção para associações eróticas entre homens ou mulheres e mulheres vier, vejo pedofilia e crianças severas patrocinadas pelo Estado. abuso vindo em nossa direção. ”

Kutschera interpretou qualquer "sexualização precoce não natural" na entrevista como "estupro mental". Ele também descreveu crianças de casais de lésbicas concebidas por inseminação artificial como “produtos de fertilização insignificantes”.

Kutscherea justificou suas declarações ao portal com descobertas científicas em biologia evolutiva. "Ao longo da evolução do mamute, mais de 150 milhões de anos, o vínculo mãe-filho emergiu como o elo mais forte de todos os tempos."

As crianças precisam de seus pais biológicos, de acordo com Kutschera. Ele acrescentou: "Se uma criança é privada de uma mãe, isso é uma violação do direito humano mais elementar que já existiu." Homo-casais são "duetos eróticos sem potencial reprodutivo", disse o professor de biologia.

No primeiro dia do julgamento, na quarta-feira, Kutschera renunciou a fazer uma declaração pessoal e, em vez disso, leu várias definições bio-científicas, informou a agência de notícias DPA.

Vários homossexuais e estudantes representantes da Universidade de Kassel apresentaram uma queixa contra o cientista. Além disso, seu advogado solicitou que o livro de Kutschera “The Gender Paradox” fosse admitido como prova no julgamento.

"Somente após a introdução do livro que se tornará evidente que as declarações são baseadas em conhecimentos biológicos", explicou seu advogado.

Além disso, a defesa apresentou 13 pedidos adicionais de provas. Com base em médicos e pesquisadores, sua equipe jurídica quer provar que as declarações feitas por Kutschera foram baseadas em descobertas científicas e não representam insultos contra os homossexuais.

Outra data de julgamento para os 64 anos ainda está pendente.

Kutschera descreve a si mesmo como um pesquisador evolucionário ateísta, cujas declarações foram baseadas em fatos bio-científicos. "Esta agenda naturalista anti-gênero não tem nada a ver com política ou religião."

Sua mensagem básica é que as crianças precisam de seus pais biológicos para desenvolver-se otimamente. Para ele, o bem-estar dos filhos deve vir primeiro. O "egoísmo dos pais", diz o professor de biologia "não pode ​​dominar". Ele diz que se refere à adoção de filhos por casais do mesmo sexo ou a inseminação artificial de mulheres em relacionamentos lésbicos com espermatozóides de doadores.

De acordo com Kutschera, existe apenas uma noção de sexo biologicamente geneticamente predisposto, mas não um “gênero psicossocial” mutável, como propagado na “ideologia de gênero”.

Segundo ele, os homossexuais - mesmo com uma “polaridade invertida” - não podem ser transformados em cidadãos heteronormais. Ele explicou que em casais exclusivamente masculinos com uma ligação genética ausente, há uma falta de “repulsa ao incesto” instintiva entre a criança adotada e o casal masculino.

Ele enfatizou porque a proteção do casamento tradicional era importante do ponto de vista da biologia: “A população alemã religiosamente e culturalmente relativamente homogênea que vive em território alemão é uma associação de pessoas que deixam descendentes. A tarefa mais importante dos líderes é manter a população que lhes é confiada. Portanto, o casamento entre um homem (produtor de esperma) e uma mulher (fornecedor de óvulos com capacidade para engravidar) está sob proteção especial pela Lei Básica. ”

Se o estado estende privilégios a casais homossexuais estéreis, a pensão dessas pessoas deve ser paga pelos filhos de frutíferos casamentos entre marido e mulher, e para Kutschera isso é “uma injustiça de primeira ordem”. Ele concluiu que os alemães hoje não têm coragem moral para se manifestar contra isso.

No mês passado, o grupo parlamentar da AFD no Parlamento do Estado de Schleswig-Holstein convidou o cientista para falar no Kieler Landeshaus. O evento é intitulado "Man = Woman? Até onde vai a ilusão de gênero? ”.

Nas redes sociais, a AfD anunciou o evento afirmando que: “Você sabia que, em média, 95% de todas as pessoas são heterossexuais?” Mas, o partido reclamou que a ONU e a UE estavam avançando com a “ideologia destrutiva” de “Gender mainstreaming”.

Ativistas LGBTI expressaram fortes críticas contra sua aparência: "Schleswig-Holstein se une contra ataques baratos contra minorias".

Kutschera também tem sido repetidamente criticado por políticos de seu estado natal em Hesse, especialmente da CDU, por causa de suas declarações "discriminatórias".

Ele faz parte do Conselho de Administração da Fundação Desiderius Erasmus, relacionada à AfD.
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2019.01.08 17:39 guerrilheiro_urbano Paulo Arantes: Sobre a noção de ideologia

Em Sentimento da Dialética (https://www.youtube.com/watch?v=9jFywZtqFEA), comentando a perspectiva globalizante que a dialética assume em Roberto Schwarz (https://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Schwarz), você afirma: Roberto não só ia anotando o alcance mundial de nossas esquisitices nacionais como ia construindo uma plataforma de observação a partir da qual objetava esta mesma ordem universal. O que reconhecerá em ato no pensamento literário de Machado. Estava assim lançada a base de uma Ideologiekritik original. O mesmo chão histórico que barateava o pensamento e diminuía as chances de reflexão pois aqui se desmanchava o nexo entre idéias e pressuposto social, o que lhes roubava a dimensão cognitiva, devolvia a faculdade crítica com a outra mão, fazendo nossa anomalia expor a fratura constitutiva da normalidade moderna . Quais os alcances de uma tal Ideologiekritik (https://de.wikipedia.org/wiki/Ideologiekritik), e como você vê este conceito hoje?

Eu não sei se explico bem esse termo Ideologiekritik, acho até que renunciei a defini-lo no texto. Vou explicar um pouquinho para dizer o que há de original no Roberto e o que eu tinha na cabeça quando estava redigindo esse trecho. A crítica da ideologia aparece quando os clássicos do marxismo reinventaram a palavra ideologia e usam a idéia de crítica, advinda do século XVIII, do Iluminismo. É bom não esquecer, a palavra crítica está presente no subtítulo de "O Capital: Crítica da economia política" (https://www.marxists.org/portugues/marx/1867/capital/index.htm). Portanto não se trata de doutrina, mas de Crítica. Com Kant (https://onlinecursosgratuitos.com/18-livros-e-textos-em-pdf-de-immanuel-kant-para-baixa), a Crítica passou a ocupar o lugar da Teoria, como ele mostra na "Crítica do Juízo" e é o mote da grande tese de Lebrun, "Kant e o Fim da Metafísica" (https://www.estantevirtual.com.blivros/gerard-lebrun/kant-e-o-fim-da-metafisica/961172258).

Quando emprego o termo, estou pensando sobretudo na formulação dos frankfurtianos. Para eles, o termo ideologia não é mais pejorativo, a ponto de constatarem que a ordem capitalista regrediu tanto que nem mais ideologia produz. A ideologia sempre tem um fundamento de verdade. Ela não é inteiramente falsa, nem é inteiramente verdadeira, não é um mero engodo. A idéia de ideologia como uma manipulação de massa, em que se ludibria os indivíduos, é uma idéia iluminista é denúncia da superstição. A novidade do materialismo de Marx é que ele rompe com essa tradição iluminista, com a história do erro, com a idéia de que a difusão das luzes dissipará as trevas. E por si extrai da filosofia clássica alemã a idéia substantiva de aparência , que se converterá na idéia materialista de aparência socialmente necessária . A simples crítica raciocinante (como queriam os iluministas) não faz com que essa aparência se dissolva no ar.

Quando se fala em ideologia, pensa-se em racionalização. E não se trata apenas disso. Repito que a matriz da idéia de crítica da ideologia é o idealismo alemão, até porque ele mesmo é a transposição (não deliberada, é claro) do funcionamento real desse processo social de produção da ilusão. O primeiro a se dar conta desse novo âmbito material da Crítica foi Hegel (https://pt.wikipedia.org/wiki/Georg_Wilhelm_Friedrich_Hegel). A fonte de Marx, a idéia de crítica da ideologia, é a idéia de reflexão tal como ela aparece na Fenomenologia do Espírito, de Hegel. O que faz a consciência, segundo Hegel? Ela se ilude também, ela é uma fábrica de ideologias. Mas ela se distingue pela seguinte peculiaridade: a reflexão. Essa reflexão vai reaparecer em Marx, só que de maneira a um tempo fantasmagórica e real, objetiva. É o capital que se refere a si mesmo, o fetiche do fetiche. Ele funciona como se fosse uma consciência: valoriza-se a si mesmo, refere-se a si mesmo, mede as suas quantidades, etc.

Em Hegel (http://lelivros.love/?x=0&y=0&s=hegel), a consciência, ao mesmo tempo em que é uma fábrica de ideologias, é a crítica dessas ideologias, porque ela corrige a si mesma. Ela é a sua própria medida. Na formulação de Hegel: ela é o seu próprio conceito . Ela afirma uma verdade sobre si que até então desconhecia, e, ao expor essa verdade, ela a compara com a sua experiência dessa mesma verdade e, desse juízo passado sobre si mesma emerge algo como um sentimento dramático de seu descompasso, de sua divisão. Negação interna que procura resolver por uma nova operação crítica comandada pelo seu próprio padrão de medida. Portanto a ideologia e a falsa consciência não são inteiramente falsas, há um momento de verdade que é inconsciente e obscurecido, porque há uma relação de poder e de dominação na ideologia, o impulso do auto-engano, da racionalização, etc. De sorte que o conceito de Ideologia por assim dizer confia numa verdade substantiva que existe, e é expresso por idéias, que por sua vez são eminentemente práticas. Por isso a idéia que está embutida na ideologia é a que Kant tinha em mente, que é sempre idéia da razão, e necessariamente prática, pois tem a ver com sua realização ou não no mundo.

O que é chamado de ideologia burguesa, que vai do cristianismo já totalmente secularizado e racionalizado (no sentido weberiano https://pt.wikipedia.org/wiki/Max_Weber) até a arte, passando pelo direito natural e pela filosofia, é uma espécie de repositório de verdades da humanidade em seu progresso rumo a emancipação. Então justiça, liberdade, igualdade, fraternidade, universalidade, beleza são idéias verdadeiras. Só são falsas na medida em que na ordem burguesa se apresentam como já realizadas. Foi o jovem Marx quem começou a dizer isso: a crítica da ideologia nada mais é do que obrigar o mundo a confessar aquilo que ele já é, não estou acrescentando nada, ou seja, na hora em que o mundo se confessa, ele se corrige. E a revolução é essa confissão, em que ele reencontra a sua verdade, expressa na inconsciência da ideologia. A ideologia, portanto, transcende a realidade, está para além da realidade. A realidade está aquém, e a ideologia é falsa porque é uma promessa não cumprida. A crítica da ideologia é uma operação lógico-social, crítico-revolucionária como dizia o jovem Marx (https://www.youtube.com/watch?v=DlBa6lgr32k), que permite que essa verdade se reencontre consigo mesma. Ou seja, no momento em que aparece, implica necessariamente uma transformação social. Há, dessa forma, uma falsa universalidade que, confrontada com a sua realização defeituosa, por assim dizer se regenera coincidindo afinal consigo mesma. O que é isso? Uma pressuposição muito forte que implica numa concepção otimista da história. Trata-se, em suma, de uma filosofia da história. E a configuração derradeira dessa mola secreta da crítica da ideologia, sua incessante correção interna, é a famosa contradição entre forças produtivas e relações sociais de produção. A revolução é essa reviravolta, tal que há uma experiência da consciência no sentido hegeliano. De modo que há um sistema de universais que constitui o arcabouço da civilização liberal burguesa clássica, do século XIX até a grande crise entre 1914 e 1939, no interior do qual a crítica da ideologia funciona justamente como o impulso de realização do ideário burguês. Por isso que, nessa vertente originária do materialismo, o capital e a burguesia são progressistas por definição, liberalismo (https://pt.wikipedia.org/wiki/Liberalismo) e socialismo (https://pt.wikipedia.org/wiki/Socialismo) se implicam mutuamente. Nesse sentido, a crítica da ideologia funciona como uma negação determinada, no sentido hegeliano. No caso de Hegel, por se tratar de uma filosofia especulativa, essa identidade do conteúdo consigo mesmo já está assegurada, vai haver necessariamente um happy end (final feliz, tradução livre). Por isso, quando começa a "Fenomenologia do Espírito" (http://www.afoiceeomartelo.com.bposfsa/autores/hegel_friedrich/fenomenologia_do_espírito_parte_i.pdf), nós já sabemos que tudo vai dar certo, assistimos a consciência se educando através de sucessivas críticas movidas pela crítica imanente de seus castelos ideológicos, como nessa toada o negativo das perdas se converte em positivo, a consciência vai se enriquecendo à medida que é desenganada.

Mutatis mutandis (mudando o que tem de ser mudado, do latim), com o capital é o mesmo enredo. Ele permite tecnicamente superar pela primeira vez a escassez, e, portanto, permite à humanidade encontrar-se consigo mesma e encerrar a sua pré-história. A sua pré-história é a história dessas ilusões, a história de promessas emancipatórias de justiça, liberdade, igualdade etc. Mas uma emancipação por enquanto apenas negativa, que os sociólogos chamarão de modernização. E ninguém pode dizer que é contra tais promessas, até mesmo em relação à promessa da propriedade, pois é no socialismo que a propriedade vai se realizar como tal. Dessa forma, há um processo movido a ilusão, mas que traz consigo o germe da sua satisfação interna. A crítica, assim, é uma comparação consigo mesmo, como se o ideal burguês clássico fosse constantemente posto à prova e se saísse bem sempre dando um passo adiante.

Ora, no caso de Machado de Assis (https://pt.wikipedia.org/wiki/Machado_de_Assis), Roberto Schwarz não pensou mais nesses termos, quer dizer, nos termos de uma boa superação. O que ele descobriu? Que a idiossincrasia, a originalidade e a genialidade de Machado permitiram pela primeira vez verificar que a crítica da civilização burguesa, o que os clássicos chamaram de crítica da ideologia, estava funcionando de maneira diferente. Para Roberto, a razão pela qual a Ideologiekritik funcionara até então coerentemente na Europa liberal mas não no Brasil não estava no fato de que a experiência periférica da coexistência sistêmica de capitalismo e escravidão falseava a própria vigência dos padrões civilizatórios da idade liberal burguesa. O que ele está dizendo é o seguinte —e é isso que tento dizer no texto citado por vocês: nós temos a possibilidade, através de Machado, de entender o que está acontecendo na Europa. E o que estava acontecendo na Europa, na época de Machado, era a derrocada da civilização liberal burguesa. Para Roberto, os dois termos da crítica da ideologia, o universal e a sua realização particular, como que se relativizam e rebaixam mutuamente.

Dessa forma, não era porque éramos atrasados, coloniais, escravistas etc. que estropiávamos a universalidade do programa liberal burguês. É porque ele já estava contaminado desde a raiz, isto é, a nossa experiência demonstrava o formalismo da civilização liberal capitalista, mostrava que ela podia conviver com não importa qual tipo de barbaridade, como a escravidão, por exemplo. O caráter formal, ou seja, a equivalência generalizada e a abstração, fez com que essa civilização pudesse conviver com todos os tipos de retrocessos que, na verdade, nos tornavam seus contemporâneos. De modo que o motor da crítica clássica da ideologia já estava começando a falhar e foi, pouco adiante, desmoronar com o nazismo (https://pt.wikipedia.org/wiki/Nazismo), ou seja, com a crise terminal da civilização burguesa, que começou a madrugar com o imperialismo. Dessa forma, Machado, em seus próprios termos, estava refratando a experiência imperialista do desmoronamento da civilização liberal. A norma universal burguesa foi desmoralizada pela sua particularização local, que ela no entanto, ao mesmo tempo desqualificava.

Isso aparece quando as duas coisas se juntam e culminam na comédia ideológica de Machado, que é a relativização recíproca desses dois lados. Isso não estava nos clássicos, e apareceu pela primeira vez com os frankfurtianos (https://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_de_Frankfurt), isto é, com o colapso da civilização burguesa quando caíram os dois lados: a norma ideológica geral e o impulso de elevar a realidade ao seu próprio padrão imanente. Consta que Horkheimer (https://pt.wikipedia.org/wiki/Max_Horkheimer) teria dito que falar em Negação Determinada ou Ideologiekritik (https://de.wikipedia.org/wiki/Negative_Dialektik) diante da ruptura histórica representada pelo III Reich parecia-lhe uma indecência. Então a crítica progressista da ideologia burguesa caiu por terra, o que Machado anteviu e foi tirando as conseqüências. Como artista, ele era radicalmente crítico em relação ao capitalismo, mas já não podia mais ser linearmente progressista. Se o fosse, seria mais um Silvio Romero (https://pt.wikipedia.org/wiki/Sílvio_Romero). Daí a invenção satírica do humanitismo , uma salada grotesca da fraseologia burguesa mais avançada para sacramentar barbaridades cá e lá. É nesse sentido que a crítica da ideologia foi renovada. Por isso o sexto sentido do Roberto foi lá e acertou, até hoje fico impressionado.
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2018.01.01 15:53 Pedaleiro O CÃO E O TEMPO

A relação entre humanos e cães é tão antiga que os historiadores são incapazes de precisar quando começou. O que se sabe é que eles se aproximaram dos homens por causa da comida e os homens os adotaram para caça e guarda. Foi o primeiro animal a ser domesticado e aquele com o qual conseguimos estabelecer melhor relacionamento. O homem, através dos tempos os modificou e moldou de acordo com suas necessidades e desejos, dando a eles as mais diversas aparências e temperamentos, criando-os para os mais diversos fins, como, por exemplo, companhia e guia.
O cão, por sua vez, aceitou o homem como parte de sua matilha, tendo esse geralmente como chefe, mantendo com ele uma ligação quase mística e dedicando-lhe todo o seu cuidado e carinho. Meu tio, que morava no interior, certa vez veio para a cidade fazer compras, foi atropelado e ficou internado com fraturas múltiplas. Seus cães uivaram sem parar naquela noite. Não tinha sido a primeira noite que meu tio passava na cidade, mas era a primeira em um hospital. Eles sabiam que seu dono estava machucado, não me perguntem como, mas eles sabiam.
Meu bisavô, pai do pai da minha mãe, Zé Rocha, era um velho negro, alto e forte, que não aparentava a idade que tinha. Era silencioso, pouco falava, mas quando abria a boca todos o ouviam e ninguém desobedecia. Seu nome era pronunciado com respeito e sempre cercado de misticismo. Dizem, por exemplo, que ele disse com exatidão o dia em que morreria. Meu bisavô pegou minha bisavó, índia, literalmente a laço, casou com ela e constituiu família. Sempre a respeitou. Quando novo, matou um punhado de homens, atirava bem e manipulava uma faca como ninguém, e quando velho mandou matar mais alguns. Não porque era ruim, apenas havia vivido em outro tempo, onde a lei funcionava de forma diferente e o homem tinha que literalmente lutar pelo que era seu. Quando minha mãe nasceu, meu bisavô a pediu para ele, e meu avô, filho obediente a deu, e por isso ele tinha um carinho especial com ela, e consequentemente comigo. Sempre que eu ia em sua casa ganhavam um bombom, e naquela época, um bombom era uma iguaria rara. E foi ele, meu bisavô, que me deu o meu primeiro cão. Não havia no mundo ninguém melhor para pedir. Minha mãe jamais negaria um presente dado por ele, eu sabia disso, apesar de ter só 5 anos de idade.
Meu bisavô sempre usava botas, calça social e camisa de botão de mangas compridas, e quase sempre um chapéu. Até hoje quando penso nele, a primeira imagem que me vem a cabeça é do velho Zé Rocha chegando em nosso quintal, exatamente desse jeito, montado em um enorme cavalo marrom, que parecia ainda maior por causa do meu pouco tamanho, tirando lá de cima um filhote de cachorro cuja cor mesclava marrom claro com preto e me entregando. O nome dele eu não lembro e onde tirei, mas era Chulim. Toda criança deveria ter um cachorro, especialmente uma como eu, que morava no meio do nada e não tinha contato frequente com outras crianças. Chulim era meu companheirão, colega de brincadeiras e parceiro em explorações pelos pastos afora, mas ele não viveu muito.
Certo dia acordei de manhã sob o som de pessoas conversando alto em minha janela, e quando saí ouvi alguém dizendo que achava que meu cachorro tinha raiva. Eu tinha apenas 7 anos e não lembro quais eram os sintomas de raiva que alegaram que ele tinha, mas eu o vi, estava inegavelmente doente, escondido embaixo da casa, logo abaixo de onde era meu quarto. Lembro claramente da imagem dos olhos dele, brilhando em minha direção, eu não sabia exatamente o que era raiva, mas não achava que ele parecia ter isso. Sei que era de manhã, mas minha lembrança é escura, lembro de alguém falando em pegar a arma para sacrificá-lo, mas não lembro se foi assim que ele morreu. Lembro apenas do Chulim estendido atrás da casa, já morto, de alguém tê-lo virado e de ter saído de sua boca um liquido marrom e espesso. Alguém disse então que ele não tinha raiva, e sim que tinha sido envenenado. Só depois entendi aqueles olhos brilhantes em minha direção, meu amigo estava pedindo minha ajuda, e eu não pude ajudar. Aquele dia entendi o que era a morte, e não gostei dela. Também aprendi um pouco sobre a natureza humana. Chulim me ensinou.
Pouco depois disso eu e meus pais viemos para a cidade, eu passava quase o dia todo preso em um apartamento pequeno, e não pude ter outro cão, mas eu queria um, e queria dar a ele também o nome de Chulim. Fazer como meu tio, que depois de ter um vira-latas com sangue de pastor alemão chamado Duque, que viveu 18 anos, sempre batizava um novo cão com o mesmo nome, sempre na esperança de que esse fosse tão inteligente e companheiro como o primeiro, mas nunca nenhum outro foi. Não como aquele.
Mais de 20 anos se passaram até eu ter outro cachorro. Depois de vir morar com a Marina, e ela começar a cantar a vontade de ter um cãozinho, eu não precisei de muitos argumentos para ser convencido. Como ainda moramos em um apartamento, tinha que ser uma raça pequena, e de preferencia com pelo curto, e apesar de nutrir uma certa antipatia pelo pinscher, foi essa raça que escolhemos. Depois de alguns contatos e ligações, fomos buscar a Tuca, que por mim se chamaria Tux, um filhotinho preto e marrom, de orelhinhas caídas e olhos grandes, que derreteu o coração da Marina assim que a pegou no colo.
A Tuca foi desmamada antes da hora, com 30 dias quando deveriam ser 45. Chegou aqui cheia de vermes, pulgas, carrapatos e diarreia. Senti no que tinha me metido logo na primeira noite sem dormir, porque ela não parava de chorar. Com certeza, apesar de todo o carinho e da cama em forma de sapato na qual ela mal conseguia subir, a noite era a hora em que ela mais sentia falta da mãe. Foram três noites que passei em claro cuidando dela, enquanto a Marina dormia feito uma pedra. Certa manhã a procurei e me assustei por não achar, olhei embaixo de tudo e não entendia como ela tinha desaparecido, até encontrá-la enrolada dentro do cobertor da Marina, peludo feito um urso, em uma parte que havia caído no chão. Aquela noite ela deve ter achado que tinha reencontrado a mãe.
Com muito custo o filhote doente se tornou uma cachorrinha saudável, se antes não entrávamos calçados em casa por conta das doenças que poderíamos trazer, agora o fazíamos para não ter nossos calçados destruídos, e a caminha na qual ela mal conseguia subir sofria sendo rasgada e arrastada pela casa. A Tuca roeu nossos móveis, destruiu diversos sapatos e nosso sofá, ao ponto de eu não querer tê-la mais em casa. Resolvemos dá-la para os outros. Às 18 horas a Marina levou a Tuca de presente para nossa empregada, e às 23 horas fomos buscá-la de volta. Por mais estragos que causasse uma coisa era inegável, a Tuca gosta de nós incondicionalmente, e por isso é impossível não gostar dela. Enquanto estamos em casa, ela não nos larga, pede comida, colo, carinho e atenção, quer sempre brincar ou só ficar deitada ao nosso lado. Quando chegamos em casa, não importa se saímos por apenas 10 minutos, ela repete sempre aquela mesma festa, como se estivéssemos longe por dias, e quando estamos no primeiro andar, aqui no quinto ela já festeja nossa chegada, e com toda a ansiedade do mundo. A Tuca é a prova que o temperamento do cão vem muito mais da forma como é criado do que de fatores genéticos, pois tem instinto de cão de guarda mas balança o rabo (o cotoco) e faz festa para qualquer um que aperte nossa campainha, e pula no colo de qualquer pessoa que nos visita. A Tuca que quando era filhote tinha o cesto de roupa suja como lugar preferido, e que hoje prefere estar sempre em qualquer lugar onde estejamos.. A Tuca que pula na lagoa e nada até nós, mesmo não gostando muito de água. E também a Tuca da qual sempre sentimos saudades quando estamos longe. Assim é o cão, quer sempre estar com seu dono, no calor de uma casa, no frio das ruas, na chuva de uma caçada ou no sol de um passeio. Um amigo fiel a qualquer tempo.
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2017.11.25 19:51 tvieiragoncalves Kit de sobrevivência para o alemão em Portugal

Malta tenho um amigo alemão que se mudou recentemente para o porto. Que dicas do género de kit de sobrevivência têm para eu partilhar com ele ? Que acham que mais nos diferencia dos alemães para além da nossa boa aparência e de termos a alheira portuguesa que é claramente superior à salsicha alemã. Outra coisa, quais acham que são as experiências essenciais para o aculturamento deste discípulo da merkel ? Ahh mandem as vossas postas de pescada sobre os alemães :).
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2014.04.02 19:34 allex2501 Trent Micro aponta duas variações de roubo de Bitcoin

A Trent Micro, especializada em soluções de segurança na era da nuvem, destaca duas novas variações de ataque de ameça BitCrypt. Os novos golpes combinam a característica ransomware do BitCrypt com o roubo de fundos de várias carteiras de criptomoedas, como o Bitcoin.
A primeira variante, nomeada TROJ_CRIBIT.A, acrescenta a extensão ".bitcrypt" a quaisquer arquivos criptografados e utiliza bilhete de resgate somente em inglês. A segunda variante, TROJ_CRIBIT.B, anexa a extensão ".bitcrypt 2" e usa um bilhete de resgate multilíngue com 10 línguas inclusas que aparecem na seguinte ordem: inglês, francês, alemão, russo, italiano, espanhol, português, japonês, chinês e árabe.
Além de anexar a extensão ".bitcrypt 2" e apresentar o bilhete, o TROJ_CRIBIT.B muda o papel de parede para um fundo preto sólido, com o texto em branco notificando o usuário de seu atual problema. Para tornar a análise mais difícil, este ransomware não deixa uma cópia de si mesmo no sistema, tornando difícil adquirir uma cópia para estudo de comportamento e identificação do vetor de infecção.
A Trend Micro descobriu uma variante do FAREIT, malware que rouba informação – trata-se do TSPY_FAREIT.BB, que faz o download do TROJ_CRIBIT.B. Essa variação também possui a capacidade de roubar informações de várias carteiras Bitcoin por meio da tentativa de extrair informações a partir dos arquivos wallet.dat (Bitcoin), electrum.dat (Electrum) e .wallet (MultiBit).
Como com o CryptoLocker, os usuários são encaminhados para um site com aparência profissional com o objetivo de desbloquearem seus arquivos. O site é, na verdade, parte da Deep Web, uma vez que só é acessível se for utilizado o navegador Tor. No entanto, os criminosos têm cuidadosamente fornecido um link para o Tor2Web, um serviço que permite aos usuários visitar sites na Deep Web sem usar o Tor. Eles são requisitados a usar o ID BitCrypt encontrado no bilhete de resgate.
Após fazer o login, o usuário é direcionado para a página inicial do BitCrypt, que se descreve como Bitcrypt Software Inc. e fornece ao usuário instruções sobre como recuperar seus dados. Ao mesmo tempo, contudo, é apresentada uma demanda de pagamento de 0,4 BTC – isso, em valores atuais, pode ser convertido em cerca de 240 dólares. Os cibercriminosos até mesmo incluem uma página de FAQ em seu site.
FONTE ultimoinstante
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2013.12.11 07:30 mandestre O Universo é apenas uma grande simulação?

Neste momento, se você pudesse dar um megazoom nas suas mãos, veria os “zilhões” de elétrons que pertencem ao seu corpo interagindo e repelindo os “zilhões” de elétrons que estão ligados aos átomos que compõem esta revista. Ao interagirem, eles mudam algumas de suas características elementares. Da mesma maneira, todas as partículas do ar em contato com você estão trocando informações com as suas partículas, e as partículas de luz emanadas pelo Sol que por ventura entrem pela janela da sala onde você está também vão interagir com as partículas que elas encontrarem pelo caminho – por exemplo, atingindo o papel e permitindo que você enxergue este texto. Os elétrons dos seus sapatos também estão interagindo com os elétrons do chão. E a coisa segue nessa linha, até o infinito. A verdade é que, a despeito das aparências do mundo macroscópico, o Cosmos inteiro está fervilhando de interações entre partículas. Até aí, você pode dar um grande “Humpf!” Mas existe algo realmente surpreendente. Essas interações incessantes entre partículas, acredite se quiser, se parecem muito com a dinâmica de funcionamento de um computador. O que leva à inevitável pergunta: será possível que essa coisa enorme que chamamos de “Universo” possa ser nada mais que uma sofisticada máquina de calcular? Seríamos nós, as estrelas, os planetas, as galáxias, os elétrons, os fótons, os prótons e tudo o mais, meros amontoados de bits nessa imensa e aparentemente caótica salada de processamento? É possível que essa coisa que chamamos de “existência” ocorra meramente dentro de uma máquina? Será que o Universo, da forma como o imaginamos, na verdade não passa de apenas uma ilusão?
-Calculadora universal A resposta é sim. Pelo menos segundo um especialista em computação quântica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA. Para Seth Lloyd, o Universo não passa de uma calculadora de última geração. De última mesmo – ela representaria o poder computacional máximo possível, até onde se pode imaginar. Ele justifica seu raciocínio com um argumento que soa quase trivial. “Simplesmente por existirem, todos os sistemas físicos registram informação”, explica. “O Universo é um sistema físico.” Claro que, nos detalhes, o buraco é mais embaixo e passa por análises da mecânica quântica – a teoria do comportamento de todas as coisas muito pequenas e que, aparentemente, não faz sentido para criaturas macroscópicas como nós. O segredo da mecânica quântica é que ela é uma teoria que fala de informação – mais especificamente, de quanta informação você pode obter a respeito de uma partícula. Graças ao físico alemão Werner Heisenberg, sabe-se desde 1927 que ninguém pode saber tudo sobre uma dada partícula – se você quiser a velocidade precisa, terá de abdicar da informação da posição; o melhor que se pode conseguir é saber mais ou menos todas as coisas, ou conhecer uma coisa em detrimento de outra. A natureza, ao que parece, dá com uma mão e tira com a outra, ao mesmo tempo.
Essa foi a simulação mais precisa do universo:
http://www.youtube.com/watch?v=2XUsNRjok1o
Talvez Deus não queira ser observado. Acho que Ele não gosta de curiosos” (Einstein)
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Jamais Julgue Alguém Pela Aparência - YouTube Belchior - Aparências (acústico) - YouTube Dogue Alemão - YouTube Rottweiler Vs Pastor Alemão - A Cãopetição - YouTube LEMBRA DELE? Diego Alemão surge após anos e aparência da o que falar Fizemos o teste de aparência! App 100% preciso!!! - YouTube FILME NACIONAL 400 CONTRA 1 UMA HISTÓRIA DO COMANDO ... Rottweiler e Pastor Alemão mistura . ELE TEM A MESMA GENÉTICA DO ALEMÃO  ELE VAI POR SHAPE?

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'25 anos de sonho, de sangue e de América do Sul' Belchior - voz e violão Gilvan de Oliveira - violão Aparências Quantos anos já vividos, revividos, simplesm... Temos um novo desafio! Será que conseguimos colocar um shape nele?! E pasmem: ele tem a mesma genética do Alemão! Será um novo desafio aqui na ABE! VEM PRA ABE Tv! Todos os suplemento da 3VS ... Na minha opinião e uma das melhores mistura de cachorros ,eles são muito doces e bons cão de guardar lindos na aparência lindos no tamanho e muito obediente . Quem ama cães sabe que são ... SINOPSE E DETALHES (FILME DO BRAZIL 400 CONTRA 1 UMA HISTÓRIA DO CRIME ORGANIZADO) Anos 70, presídio da Ilha Grande, no Rio de Janeiro. Um grupo de presos re... LEMBRA DELE? Diego Alemão surge após anos e aparência da o que falar ***** Clique em ''MOSTRAR MAIS'' logo abaixo ***** \/ INSCREVA-SE \/ DEIXE LIKE Não esqueça de ativar o sino após se ... Blog: https://elessandrodealmeida.blogspot.com/ Jamais Julgue Alguém Pela Aparência By: Elessandro De Almeida O Dogue Alemão precisa de fazer um pouco de exercícios todos dia para isto basta fazer boa caminhada ou brincar. Apesar de sua aparência forte, não é uma raça adequada para a vida ao ar livre e é mais adequado para dividir seu tempo dentro e fora da casa. Uma grande competição entre os alunos do Adestrador Eder põe a prova as habilidades maravilhosas do Rottweiler e do Pastor Alemão. No final um atleta canino ... Com quem você se parece? Neste vídeo, colocamos a equipe pra ser analisada pelo app Gradient. COMPRE MEU LIVRO NOVO! - https://www.felipenetolivros.com.br/ V...